Conselho do amor para rapazes

7/jul/2019 - Explore a pasta 'Conselho para amiga' de Raiana Raah no Pinterest. Veja mais ideias sobre Conselho para amiga, Pensamentos frases, Palavras. Um conselho para os rapazes: músicas para seduzir As coisas estão indo bem. Você preparou um jantar charmoso na sua casa, abriu um vinho bacana e parece que a noite vai esquentar. Símbolo do amor à criança. ... considera que a instituição é “uma casa de rapazes para rapazes pelos rapazes” e explica que são os próprios rapazes que organizam tudo, da limpeza à alimentação, passando pela gestão administrativa. ... reconheceu a presidente do conselho de administração da Fundação Sol, instituição que ... Para os rapazes (eu não tenho a certeza se dá mas se estiver incorrecto avisem): 1- Não podemos ficar cheios de inveja. 2- Dêem-lhe tempo (também para pensar). 3- Deixem-lhe de falar nem que sejam 4 dias (só para ela pensar na relação e essas coisas e aproveitam e pensam também vocês). Fazer um ao outro sorrir é tão fácil quanto compartilhar fotos engraçadas e documentar momentos felizes. As seguintes mensagens de bom dia são ótimas para alegrar o dia do seu amor! É só copiar e colar no Whatsapp do mozão! Lembre-se de trocar o “o” pelo “a” ou vice-versa, caso necessite! 1. Bom dia meu amor! Estou… Conselho do relacionamento; Comida; Penteados; Saúde; De outros; ezcomx.info » De outros » Top 9 dicas de beijo para rapazes. Top 9 dicas de beijo para rapazes. Beijar é uma parte muito importante da vida e é um fator necessário quando no amor ou atraídos para alguém. Beijar é um sinal de atração e o vínculo profundo que é ... “Um homem cheio do amor de Deus não se contenta em abençoar apenas sua família, mas corre o mundo inteiro, desejoso de abençoar toda a raça humana.” - Joseph Smith “Pais, maridos e rapazes, que vocês consigam compreender tudo o que as mulheres são e podem vir a se tornar.

As Aventuras Desaventuradas de Pêra (#3)

2020.08.18 20:41 KimiTanoshimu As Aventuras Desaventuradas de Pêra (#3)

Era uma vez, em tempos tão longínquos como o local em que esta história se passa, uma bela princesa, a jovem Pêra. Delicada como uma árvore nos seus primeiros anos de vida e doce como o fruto amadurecido que um dia dela cairá, Pêra passara grande parte de sua vida numa torre. Fazia-lo por opção própria.- É para criar tentação - alegava, usando uma história para crianças como justificação para seu pai.Este, extremamente cético quantos aos métodos de sua filha, até chegou a ameaçar de espingarda um ou dois pretendentes, mas admitira que a altura chegara e ela deveria arranjar um marido.Metros e metros, hectares e hectares, semeados de homens, cobertos de cavalos, carroças e joalheria. Depois de inúmeras horas, provavelmente até dias, a escolher a pente fino, a verificar passados e qualificações, três candidatos foram escolhidos e submetidos à pior das provas, mostrar à princesa o porquê de deverem ser escolhidos.
Entrou pois o primeiro, João Abreu:- Soys princesa ou soys anjo? Que tal língua que tanjo, Não te consegue descrever De tal beleza que estoy a ver.
Nos teus braços desejo voar Por João Abreu me poderás tratar Mas que serve uma apresentação Se não me for oferecida a tua mão?
(Pêra corou brevemente)
- Encantada estou com sua presença Com tal língua de habilidade imensa Acredito que não me tenha de apresentar Mas sou Pêra, parastes aqui para casar?
Movido pela reação da dama, convencidodisse:
- Pois então, pois venho! Uma grande população reino E se vós quereis o melhor que há Não procureis mais, à sua frente o está.
Ao sentir a presunção do dito João, Pêra, acertiva respondeu:
- Com a língua tem tu cuidado Não és mais que um mísero delegado E tal como na realeza, na poesia Desgosta-se o uso abusivo de ironia.
Envergonhado e acorbadado, fugiu com a espada entre as pernas, o mal sucedido delegado.
Surgiu assim o segundo, Manel Ferreira:- Oh Princesa dos meus olhosOh Rainha do meu coraçãoOh minha pura tentaçãoOh Alegria aos molhos.
Em ti confio mi vidaEm ti e só em tiEm ti um amor ardente vi.Em ti vejo uma boa vida vivida
(Pêra, encantada, reveu o perfil do jovem promissor. Só para se atormentar com o rank do pobre coitado no Lol...)- Oh pobre mocim'...Oh pobre mancebo cansadoOh pobre és e desesperadoOh pobre, então faremos assim:
- Eu com urgência necessitoEu não tenho defesa ou seguroEu tenho má fé e medo do escuroEu procuro um pequeno guardazito.
Sem perguntas que trouxessem má fado, sacou de um capacete e pôs-se logo a postos.
Chegara, por fim, o terceiro, O Mestre, ahm... Mário Ramos.- Oh que bela em pessoa soys!Ao natural, sem ilusõesMesmo encanto e tentações,E vaidade não falta pois.Neste mundo em que somos peõesVivamos não como um mas como doisE que esta rima isso simbolizeE sua magnificência caracterize.
Minha jovem dama dos céusCom honra e sem desleixoMinha benção deixoAos deuses meusE nem que se sacrifique gueixoMas que soltem os meus escarcéusPois nunca me senti tan desejadoE em tua grandiosidade estou atado.
Manel, agora guarda real feito, conjugado pela própria palavra real e tendo assim prometido manter a rainha a salvo, de forma a honrar tal palavra, ou pelo menos achando que assim o fazia, disse:- Para que vindes cavaleiro sovina?Para armar a esperteza?Para tentar alcançar a realeza?Para passar a perna a menina?
Acredites que vejo o sal na águaAcredites que vejo o vinho no pãoAcredites que não te vejo um único tostãoAcredites que te vejo a lhe criar mágoa.
De forma a seguir o direto, mas correto discurso do crente Guarda, disse assim a princesa:- Para que vindes então Cavaleiro?
Espantado por o que achara outrora um espantalho ter ditado uns belos versos, Mário rapidamente respondeu:
- Pois, bem, ahm, público difícil?Venho aqui um engenho meu demonstrarMas primeiro tenho que me certificarQue o guarda aplaudo, mesmo peridócil!Acredito que minha obra venha para ficarE substituir papel, pombo e estêncil,Este promove a comunicaçãoE WhatsApp é o nome que lhe dão.
Vendo a futura rainha com traços de curiosidade, Mário finalizou em estilo:
- A partir desta maquinetaPremir botão aqui,Botão ali,Mensagem para o pai, o filho e a netaFácil para todos, até para um lóquiSem discriminação, de gênero ou pernetaExperimente princesa, cortesia minha(É que para falar mais ninguém eu tinha).
A Princesa encantada, aventurou-se com a traquitana durante horas e horas e ao ver que o jovem inventor ainda se encontrava lá, à espera da sua reação, decidiu agradecer-lhe com um beijo, por lhe oferecer tal presente dos Deuses.Mário pifou. Como se diz em tempos mais futuros, mario.exe stopped working. Mário, que antes se apresentava apenas com intenções artísticas e económicas perante a princesa, viu um universo à sua frente e sempre que ficava sem ar, (ou pelo menos imaginava-se porque teorizara que no espaço não haveria ar), respirava o momento daquele beijo na sua agora rosada bochecha.Numa voz envergonhada e hipnotizada, disse:
- Pode ficar com o produto é uma oferta da casa princesaa aaa aE depois de alguns segundos, despediu-se e partiu, um tomatinho feliz a caminhar sobre o pôr do sol.
-Que farei eu agora meu guarda fiel? Nenhum dos 3 pretendentes foi escolhido... Bem não é tempo para mágoa, amanhã voltamos à seleção! - disse a princesa.
Enquanto isso, Mário voltava para a sua cidade Natal mais rápido que com qualquer cavalo devido a uma das suas mais recentes invenções, botas 'a jato'. Eram na realidade alimentados por uma fonte renovável de...- Finalmente cheguei! Não sabem o que me aconteceu! - disse o inventor.
Após chegar ao destino, tinha parado em casa de uns dos seus melhores mates, Lori e Manchester Kibizan.
- Estava a apresentar aquele meu produto à princesa, o que vos agradou também e ela não só amou como me deu um beijo como forma de agradecimento. Eu, eu acho que há mais que se diga da coisa, depois de amanhã vou ter com ela com outra invenção para continuar o namorisco, agora tenho que ir trabalhar nela mesmo, durmam bemmm!
E assim se despediu. Vendo esta reação e história tão estranha e súbita, Lori disse:
- Ele é bom rapaz.Ambos levantaram os ombros em concordância e continuaram o que estavam a fazer.
No dia seguinte ambos partiram cedinho na demanda para ir ter com a princesa. Chegaram bem mais rápido que o que seria necessário com as botas a jato personalizadas que Mário lhes fizera, que já agora utilizam um material...
- Eeeeeeish - disse Manchester. º
A fila que viam à sua frente de homens e de até várias mulheres, era humanamente impossível, bem em teoria, porque ali estavam. Não estavam interessados na princesa em específico, por isso foram sorrateiramente se aproximando da sua torre. Quando chegaram lá viram a princesa. Parecia cansada e irritada, mas para que é que estava esta gente toda aqui? Eventualmente, a princesa viu-os e avisou Manel para fazer a chamada para o lanche da manhã. A fila rapidamente desfez-se e várias pessoas reuniram-se em tendas ou acampamentos, mantendo civilizadamente a ordem.
- A que devo a vossa presença? - disse a princesa à dupla com quem mantia amizade há vários anos.- Ouvimos falar das tuas triquinices com uma pessoa especial - disse Manchester.- Gostávamos de saber mais - disse Lori, soltando um riso maroto.Confusa, Pêra respondeu?
- Triquinices? De que falam? Na realidade estou com falta de alguém para com quem as fa...
E interrompeu-lhe Lori para perguntar: - Pois, para que é esta fila toda?
Lori, percebendo a confusão da situação na cara da princesa e de Manchester decidiu contar o sucedido à princesa que lhe fez o mesmo.O resto é história, quando Mário soube o sucedido, de ambos os lados, já tinha sido rejeitado pela princesa, quase desprezado por tal difamação da princesa. E após dias de viagem a tentar buscar sabedoria com uma das melhores amigas da princesa, Rainha Vera, acabou ainda mais desolado, pois os conselhos desta tinham sido desistir da situação, para o seu próprio bem.Assim acaba a história, com Mário deitado debaixo duma árvore, a olhar para o sol. Sem emoção, sem pensamento, apenas com uma dor no coração. Não sabia ele que essa dor o motivaria para outras variadíssimas aventuras, milhares na realidade, até ser conhecido como o grande herói de toda a Terra. Mas isso é outra história.Por fim, sabe-se que Lori e Manchester se separaram de Mário, não por se terem zangado, mas apenas puro destino. Mantiveram, no entanto, contacto. Manel até hoje ainda guarda Pereira, mesmo já não se encontrando em sua torre. Após ter encontrado um plebeu cujo nome apenas tem duas letras, Pêra aventurou-se pelo mundo antes de ter de assumir o seu papel como rainha. Felizmente, acabou por encontrar um homem da selva que lhe preencheu o coração e a satisfez de uma vez por todas.Mário continuou sua jornada, com o coração partido e completamente destroçado, mas sem nunca desistir.
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2020.07.09 14:47 Brunobriro Crônica de um relacionamento aberto e suas consequências.

Olá, Luba!
Como vai? Resolvi contar um pouco da minha história visto que na maioria dos Reddits que você compartilha com a turma sobre relacionamento sempre é voltado pro lado da guerra e dispustas entre os casais e seus términos. Então vamos lá:
Em 2014 eu entrei num relacionamento que durou 4 anos! Nos casamos e fomos morar juntos. Eu e ele nos conhecemos numa rede social (o que pra época ainda era algo considerado esquisito) mas deu certo. Com quase 2 anos juntos decidimos com uma boa conversa abrir o relacionamento o que por muito tempo deu super certo e nunca tivemos problemas com ciúmes ou qualquer outra coisa. Mas no ano de 2018 conhecemos um rapaz (vamos chama-lo de Carls) numa festa e eu me envolvi com ele e depois o meu ex também quis sair com ele. Acontece que um tempo depois descobrimos que este rapaz também namorava só que tinha um relacionamento monogâmico. Os dias se passaram e nós fomos ficando um pouco próximos (eu, meu ex o Carls). Acontece que ele sofria um relacionamento abusivo onde o namorado dele chegou até expulsa-lo de casa e fazer outras coisas que não convém comentar, e ele encontrou na gente uma vávula de scape para pedir conselhos, desabafar e simplismente conversar, percebendo eu que ele queria algo a mais cortei imediantamente as relacões para nao gerar conflitos entre eu e meu ex. Só que o meu ex nestas indas e vindas se apaixonou por ele e eu percebi. Numa noite reparei que meu ex estava muito triste e fui perguntar (já tinha mais ou menos noção do que estava acontecendo) e perguntei: Ex você está apaixonado pelo Carls? E ele com os olhos arregalados respondeu: Acho que sim.
Eu não sabia o que fazer, apesar de ter a consciência de que não somos donos de ninguém e eu não tinha "comprado" o meu ex para ser meu para sempre, a gente fica meio surpreso! Então respirei fundo tentando não julgar pois, poderia ter acontecido comigo em qualquer outra ocasião. Nós conversamos quase a noite toda e ele estava quase tão perdido quanto eu. Os dias foram passando e eles continuaram se encontrando algumas vezes. Eu dei um tempo para meu ex pensar no que ele queria ( eu ou ele) mas simplismente meu ex não conseguia tomar uma decisão! Ele dizia que amava os dois e queria que fossemos um trisal. Bom, eu amava o meu ex e tinhamos muitos planos pro futuro então tentei não me colocar numa caixa e decidi dar uma chance, mas foi um desastre, pois eu não estava apaixonado pelo Carls, o sentimento era só entre eles dois e eu fiquei completamente deslocado, então disse: Ex ou você escolhe ele ou eu pois os dois não vai rolar. E eu disse isso crendo que ele ia escolher a mim, a final, tinhamos 4 anos de casados. Mas ele escolheu o Carls. Meu ex terminou comigo na frente do meu trabalho na calçada na hora do almoço. Acontece que o namorado do Carls descobriu o que rolou e jogou todas as roupas do Carls na minha casa pelo muro da frente e ameçou tanto o Carls quanto o meu ex. Só que o Carls não tinha pra onde ir, a família dele era de outra cidade e não o aceitava pois eram todos da Igreja, ali ele só tinha o seu agora ex namorado. O que eu fiz? Segurei de novo meu julgamento, e minha ira e meu ego e coloquei ele pra dentro da minha casa com então agora o meu ex que era atual dele, então ficamos nó 3 morando na mesma casa por 1 mês pois eu precisava cumprir aviso no escritório onde trabalhava para poder voltar para a minha cidade (sim, eu tinha me mudado para a cidade dele para ficarmos juntos). Foi 1 mês muito difícil e cheio de aprendizado, muitas coisas se passaram, muitas pessoas choraram, fui taxado de trouxa por muitas pessoas. Mas no fim, Luba eu compreendi que tudo termina quando tem que terminar por um meio ou por outro e o meu foi esse. Então galera, compreendam que o amor é lindo, a paixão é quente e excitante mas quando termina não é o fim dos tempos. Você não vai morrer, pense duas vezes antes de machucar o outro, de humlhar alguém só pq ela não te quer mais. Tudo que você emana de negativo vai voltar para você.
Enfim Luba, é isso! Adoro você e o seu canal e gostaria muito de te conhecer um dia! Pela tela mesmo da para sentir que você tem uma boa energia e conexão consigo mesmo o que hoje em dia é algo muito valorozo.
Até mais.
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2020.05.30 13:30 Boy-de-Calcynha Namorei um borderline, preciso de ajuda e conselhos p superar :’(

Gente, nunca usei o reddit então peço perdão se no meu post estiver alguma coisa errada. Mas venho aqui pedir ajuda, conselhos e pra quem já viveu um relacionamento com uma pessoa que tenha borderline possa me dar um pouco de paz e conforto...
A história é um pouco grande, tenho muita coisa guardada no meu peito, então peço, encarecidamente, para que leiam com calma e tenham paciência, por favor 🙏🏼
Acredito q ter textão aqui não seja problema, afinal, vejo que aqui é um lugar pra isso... (se estiver errado me avisem)
Recentemente meu relacionamento de 2 anos com outro rapaz terminou, não por vontade minha e sim porq ele havia perdido o “amor romântico” por mim... Conheci ele no tinder, em 2018, demos match e começamos a conversar, nessa época eu já tinha superado um outro relacionamento abusivo que vivi anos antes de conhecer o meu ex-atual.
(Sou homossexual, tenho 25 anos, tive ao longo da minha vida apenas 2 namorados... o primeiro relacionamento durou 4 anos, sendo desses 4 anos 2 anos de abuso. O segundo durou 2 anos e acho que teve abuso desde o começo, mas no começo com menos intensidade por conta da paixão que um sentia pelo outro, ao todo me relacionei sexualmente com 3 pessoas e o terceiro foi apenas um ficante antes de qualquer relacionamento sério que tive...)
Bom, eu frequentei até psicóloga e fui em terapia pra poder ressignificar os abusos que sofri no meu primeiro relacionamento e me sentir bem comigo mesmo... tendo esse primeiro relacionamento superado conheci esse meu segundo ex-namorado.
E ele mentiu tudo pra mim sobre ele, mentiu a idade, a profissão, o trabalho, onde morava, com quem morava, mentiu absolutamente tudo... inclusive chegou a me enviar fotos vestido como se tivesse “trabalhando” pra sustentar a mentira dele... mas como todos já sabem, uma hora a verdade chega e em alguns casos bem mais rápido do que o normal, pois é impossível sustentar uma mentira por muito tempo...
Papo vai papo vem, ele marcou de me buscar em casa de carro, carro esse q ele dizia q era do padrasto dele, como de alguma forma eu tinha uma certa insegurança fiquei arrumado da metade pra baixo e se realmente ele viesse eu so colocava uma camisa e saíamos... acontece q ele a todo momento dizia que estava vindo, que estava chegando mas chegou um hora que começou a demorar um pouco mais além da conta...
Questionei e ele disse que estava chegando, ok, desencanei e fiquei esperando... quando ele disse que estava perto da minha casa ele me enviou uma msng dizendo que iria passar na loja do pai do padrasto dele q é um pouco perto da minha casa, depois viria me buscar... acontece que ele SU MI U. Eu fiquei super triste e preocupado porq eu acreditava que tinha levado um bolo e preocupado porq nao sabia se realmente tinha acontecido algo (inclusive quando a gente ainda estava se conhecendo ele chegou a me dar outros bolos, porq ele dizia que trabalhava mas na verdade ele nunca tinha dinheiro p nada e eu tbm tinha pouco e msm assim ñ me importava q ele ñ tivesse, eu queria a companhia dele)
Ele apareceu 6h da manha do dia seguinte, respondendo as minhas mensagens dizendo que tinha vindo p minha cidade e passado na loja do pai do padrasto dele mas que na hora da saída ele foi assaltado, roubaram notebook, celular e 200 reais dele e ele passou a manhã inteira na delegacia, mas assim gente, eu depois de uns 2 dias “fuçando” descobri que tbm foi tudo invenção dele. Cheguei a pedir foto da CNH q ele nunca teve p confirmar a idade dele, cheguei a pedir o boletim de ocorrência q ele dizia que tinha feito mas nunca aconteceu e n coisas do tipo... ele nao conseguia me provar de nenhum jeito nada das invenções que ele tinha.
Bom, gente, resumidamente eu descobri outras mentiras além dessa e como eu gostava dele, marquei de me encontrar e vomitei tudo oq eu sabia pra ele, foi quando ele começou a chorar e eu vi arrependimento nele e dei uma chance, questionei se ele teria alguma coisa psicológica como mitomania (compulsão por mentira) e ele disse que tinha sido diagnosticado com borderline, depressão e se não me engano bipolaridade mas que estava “melhor” e eu nunca tive contato com pessoas que tenham esses distúrbios ou condições (desculpa se me expressei errado aqui) e como vi q ele sentia muito oq fazia dei uma chance p ele mas cobrei tratamento psicológico pra que eu continuasse... Inclusive nao briguei com ele, disse que estava ali naquele momento p eu entender ele e não pra ele se fechar e se afastar de mim...
Sabe, gente, quando eu conheci ele a família dele tinha literalmente abandonado ele, o padrasto que ama muito ele já tinha expulsado ele de casa e ele voltou p casa da mãe em outra cidade que é junto da casa da vó por conta das mentiras e das merdas que ele fazia e as duas que sei que amam ele nunca deram abertura pra ele em nada e sempre ficaram com o pé atras em tudo, os amigos tbm eram da onça e uma vez perguntei para os amigos dele sobre as mentiras e as atitudes dele e eles me flaram coisas super tristes e que principalmente já eram indiferentes com meu ex porq teriam tentado de tuuudo mas ele nunca mudava... a família dele ñ ajuda ele com quase nada e eu fui um puta pilar, apoio e companheiro com ele...
Ele já tentou suicídio 2x ou 3x, antes de me conhecer, se cortando e sangrando muito, tomando muitos remédios e tendo overdose (inclusive ele me contou esse episódio e chorei muito porq ele msm teve que ligar pra ambulância pra ser socorrido porq a família dele ja nao acreditava mais nele)
Apesar de um certo ciumes, que eu achava natural até certo ponto, o começo do nosso relacionamento foi super bom, ele era super afetuoso, super carinhoso, gostava de me agradar de n maneiras possíveis, porém com o passar do tempo fui notando comportamento abusivos e manipulação, ele tirava o celular da minha mão de qualquer jeito se a tela do meu celular simplesmente acendesse... ele ñ gostava que eu fosse pro barzinho do lado da minha faculdade tomar uma cervejinha com as minhas amigas e ir embora (coisa que eu já fazia a tanto tempo com elas) tinha ciúmes das minhas amizades, se qualquer amigo homem mandasse msng pra mim ele endoidava, ele entrou tanto na minha mente q fez eu parar de flar com os meus amigos, fez eu brigar com essas duas amigas minhas q sempre gostavam muito de mim, ele sabia que eu fazia faculdade e mandava msng o tempo inteiro perguntando oq eu estava fazendo e porq nao estava falando com ele, inclusive ele sabia meu horário de intervalo e mandava msng pra mim cobrando atenção e me questionando oq estaria fazendo já que nao estava fazendo nada porq era intervalo, eu sempre gostei de cuidar muito do meu corpo e amo fazer academia, ia todos os dias de manhã e ele sempre me mandava msng perguntando oq eu estava fazendo q era pra eu me ligar q ele tava de olho em mim e insinuando q eu poderia querer ficar com outros cara, ele queria que eu ficasse o tempo inteiro com ele e inclusive parei a academia, meu desempenho na faculdade tbm caiu e n coisas do tipo...
Sempre que a gente brigava ou discutia (o que era meio rotineiro) ele me dizia que sentia vontade de se cortar e muita vontade de se machucar mas eu não deixava ele fazer isso, sempre acalmava ele, depois de eu me envolver tanto com ele, ouvia ele dizer pra mim que eu nunca iria encontrar alguém q fizesse tudo oq ele fazia por mim, ele invertia muito os valores das coisas e sempre de alguma forma, por mais que eu estivesse certo, ele me fazia me sentir ruim e culpado pelas coisas.
O humor dele oscilava muito, ele sempre me dizia que estava angustiado, ou triste e com uma sensação de vazio muito grande... eu tentava ajudar de todos os jeitos que eu podia, incentivei ele a procurar um emprego porq ele só dormia... levantava ele quando ele se sentia triste, fazia literalmente de tudo pra ver ele bem... inclusive trouxe ele p perto dos meus amigos pra ele enxergar uma outra coisa do que eram as amizades dele, meus amigos no começo abraçaram ele e tiveram peito aberto com ele, mas ele acabou mentindo diversas vezes p meus amigos e brigado com eles por n coisas q ele inventava na cabeça dele... sempre ele surgia com um probleminha com os outros, desavenças...
No começo, quando estávamos ficando serio e eu acreditava nas coisas q ele dizia pra mim, a gente marcava de sair e ir pra casa dele pra ficarmos juntos e sempre que a gente se encontrava ele dizia que tinha perdido o dinheiro de alguma forma... depois quando era pra gente ir pra casa dele, ele inventava que sempre estava muito mal e como ñ tinha plano de saude íamos parar no UPA e eu ficava com ele, entravamos as 21h e saiamos sempre de madrugada, gente sempre tinha alguma coisa e pra gente ñ ir pra casa dele e se eu não pagasse um motel pra gente ficar, ficariamos na rua...
Gente, minha cabeça da uma bagunça, eu tento lembrar das ordens cronológicas das coisas mas foram muuuitas coisas, eu começo falando sobre algo ai acabo flando de outro e depois lembro de algo antes...
Mas assim, eu sentia que tinha conhecido o amor da minha vida e ele fez eu acreditar no pra sempre... só que quando chegou a quarentena nós tivemos q ficar um pouco separados e ele me culpou muito sobre isso, ele mora a uns 3 cidades de mim e pra eu chegar na casa dele preciso pegar 4 condução (apesar de ser 4 condução nao é longe... é mais porq eu moro numa ilha, guarujá, Baixada Santista)
E ele dizia que eu tinha que ir pra casa dele de qualquer jeito e que se eu me recusasse ate o final da quarentena nós nao estaríamos mais juntos
Eu acabei descobrindo numa madrugada q ele nao estava na casa dele e sim em outro endereço, ate hj eu nao sei a verdade, nao sei oq ele estava fazendo ali e minha intuição diz q ele me traiu... ele dizia que nao, que estava em casa o tempo inteiro e me mandou uma foto p me mostrar que estava em casa, na foto ele tava com camisa de sair, colarzinho de prata, tinha desenhado a barba, enfim.... eu terminei e ele me bloqueou fiquei “bem” por uns dias mas depois comecei a chorar muito por saudade
Ele ficou sabendo de umas coisas q postei no meu instagram e me desbloqueou, começou a me dar sermão e o tempo inteiro ele flava sobre a imagem q ele poderia passar... ai ele pediu pra gente esquecer tudo oq aconteceu e recomeçar, mas ele já tava muito confuso com tudo, eu consegui apagar tudo oq ele me fez de mal e ele fez muita coisa mas ele nao conseguiu fazer a parte dele, ele me culpa por tudo e o pior é q eu me sinto culpado
Gente, vou parar porq aqui porq ja falei demais e ao mesmo tempo eu sinto q ñ consegui falar nada... eu voltei pra psicologa mas to muito angustiado, hj tenho uma autoimagem péssima sobre mim
Meu ex não reconhece que tem borderline, ele me deixo meio maluco tbm, ele nao busca tratamento e nem quer... nao tenho dormido direito, nem comido e nem nada
Eu queria poder entender e sentir que nao sou o culpado de tudo... eu espero que vcs entendam um pouco do que eu pude contar... ps sobre tudo isso q eu pude contar, ele nao se sente arrependido de nada, é como se ele nao tivesse empatia...
Por favor, algum conselho? 🥺
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2020.05.22 18:15 dentinho_top Sou babaca por preferir morar com minha irmã e odiar minha mãe?

Bem vou falar um pouco de antigamente para criar o contexto ok. Moramos eu, meu pai, minha mãe e minha irmã tudo junto, e minha mãe sempre briga com nós (claro qe as vezes é normal mas as vezes nao) ela acaba brigando com nós por motivos bobos e as vezes até sem nada ter acontecido, quando isso chega a um nível de ter qe chamar minha vó (mãe dela) é não estamos conseguindo acalmar ela, sempre quando chamamos minha vó para ve se consegue acalmar ela minha vó simplesmente passa a mão na cabeça dela falando qe ela está certa e tals. Como minha vó fez isso a vida inteira minha mãe acabou ficando "mimada" no quesito de "eu quero isso é ponto final" e as vezes é difícil de viver junto dela pq não podemos fazer nada qe queremos sem ela tbm querer.
(Isso foi na segunda a tarde)Bem agora qe contei um pouco vou começar a falar, como ja disse moramos tudo juntos e so trabalha meu pai e minha irmã, minha irmã tem 20 anos e trabalha em uma empresa de frango, la ela conheceu um rapaz e foram se conhecendo e tals até eles criarem um laço de amor, eles começaram a namorar escondido (até pq minha mãe nunca aceitou nenhum namorado da minha irmã mesmo ela ja sendo de maior) então eles foram namorando e um dia eles descuidaram naquela hora e tals e parece qe ela está grávida, então o menino foi em casa se apresentou, falou onde trabalha, fez faculdade e o mais importante falou qe ama minha irmã e quer assumir a criança. Meu pai concordou aceitou o namoro e falou que se precisar de ajuda ele está aqui, minha mãe tbm aceitou na hora mas ficou falando que esta a decepcionada com minha irmã (até que por um lado eu concordo por ela ficar assim pq deve ser um baita de susto descobrir) quando o menino foi embora e meu pai foi trabalhar descidimos ir na casa da minha vó (mãe dela) quando estávamos chegando la minha mãe simplesmente mudou de jeito e começou a falar novamente qe estava decepcionada, perguntava pq não tinha contado, se ela era um monstro e tals. Quando chegamos na casa da minha vó ela começou a chorar falando qe minha irmã tinha feito burrada qe ela ia parar de estudar (em nenhum momento minha irmã falou isso) qe essa criança ia ser uma aberração e mais um monte de baboseiras, minha vó como sempre passou a mão na cabeça e conseguiu acalmar ela e depois de um tempo nos três fomos embora, chegando em casa ela virou de face de calma ela virou para brava, ela começo começo fazer as mesmas perguntas novamente começou começou querer bater na minha irmã e até tentou se matar, nessa hora eu liguei para minha vó para nós ajudar então desceu ela minha tia e meu tio para ajudar, quando chegaram aqui ela fingiu que estava com as coisas no corpo falava que nós tínhamos machucado ela qe ela ia se matar, daí todo mundo tentou ajudar ela a se levantar mas ela não se ajudava e ficava se jogando no chão ou ficava enfrentando minha tia (sendo qe a mesma tem pavil curto) até que em um momento de briga briga elas começaram a se bater e tivemos que tentar separar, com esse briga briga minha tia e meu tio foram embora por causa da raiva deixando apenas minha vo, minha mãe fazendo o seu Teatro igual como faz sempre fingiu que tomou um remédio falando que ia se matar, como ela ja fingiu fazer isso várias vezes nem nos importamos, minha vó subiu para a casa dela e tivemos qe entrar. Eu e minha urma dormimos no mesmo quarto então estávamos juntas, minha mãe foi no nosso quarto fingiu estar grogue(realmente tava para perceber qe era fingimento) e depois de tava falacao ela foi sentou na cama da minha irmã e simplesmente começou a apertar a barrigada da minha irmã para ela perde a criança, quando ela apertava minha mãe falava assim "-Você vai perde essa criança e não vai precisar casar com aquele cara", minha irmã percebendo a situação tentou se defender e eu tive que intervir no meio(o que não adiantou nada ja que ela tem 80kg e eu simplesmente tenho 14 anos e uns 54kg) então minha irmã simplesmente gritou falando para eu ir na vizinha pedir ajuda, e eu fui correndo pedir ajuda, quando os vizinhos me atenderam foram até minhba casa e tiraram minha irmã de lá, eu levei ela até na casa da minha vó pedindo ajuda pois minha irmã chorava de dor na barriga, enquanto os vizinhos ficaram na casa com minha mãe. Quando chegamos na casa da minha vó meus tios levaram ela pro hospital e fiquei com meus avôs, até que não demorou muito ela chegou irritada me chamando para ir embora, eu apavorada falava qe não e meus avós tentava acalmar ela é me acalmar, não demorou muito e minha irmã chegou um pouco mais calma junto com meus tios, e minha mãe ja foi logo de unha e dente reclamar pq levaram ela pro hospital e novamente eles começaram a brigar, meu avô tem asma e começou a passar mal e eu tive qe ajudar ele a fazer inalação ou se não teríamos qe ir no hospital novamente, quando finalmente ela desceu embora minha vó arrumou um colchão para nós dormir ja qe era uma base de 10 da noite, mas quando pensávamos qe tudo tinha acabado estávamos erradas pq novamente ela subiu falando para irmos embora se não iríamos chamar o meu pai (o mesmo ja sabia de tudo mas não podia ir la ja que estava na roça) quando falávamos que não íamos ela saía e descia embora é não demorava 20minutos ela voltava falando a mesma coisa, ela fez isso umas 4 vezes e falava a mesma coisa, até qe resolvemos ir pq se não meu vô novamente iria passar mal, quando chegamos fomos para nosso quarto e ficamos juntas, minha mãe ao invés de se acalmar não ela começou a preprarar um monte de chá abortivo para minha irmã tomar, eu queria muito pode intervir mas não podia fazer nada então eu via minha irmã tomando contra sua vontade e vomitando, quando ela tomou tudo nesse meio tempo ja era umas 04 da manhã e meu pai ainda não tinha chegado, não dormimos por medo dela fazer algo a mais e esperamos meu pai chegar. Quando foi 06 da manhã meu pai chegou e foi tomar banho ( ele ja sabia oq tinha acontecido ja qe eu avisei ele) então como ja estava amanhecendo minha mãe faoou para minha irmã se arrumar para ir no hospital fazer o teste de gravidez, então nos arrumamos e fomos nos quatro, quando chegamos eu e meu pai ficamos no carro(ja que estávamos sem máscara) e as duas foram, assim qe elas sumiram de vista contei tudo para meu pai e ele apoiou nos e falou qe se ela não mudasse o jeito de pensar ela ficaria sem ninguém. Quando elas voltaram fomos para a casa é novamente fomos para o quarto, meu pai foi no banheiro e minha mãe achando que ele tinha saído entrou no quarto com um pau de vassoura e fechou nosso quarto(nossa porta não tranca então ela so enconstou) ela foi seca para bater na minha irmã e eu falava assim "-para que esse pau mãe? Pra que vc trouxe o pau?" Para alertar meu pai e nos ajudar, então quando minha mãe deu a primeira paulada na minha irmã meu pai entrou no quarto e entrou na frente (ele nunca bateu na minha mãe apenas entra na frente e deixa ela bater nele) então minha irmã com medo resolveu arrumar suas coisas, ela pegou sua cobertar e abriu ela é colocou um monte de roupas, amarramos ela e fomos pegar suas bolsas, meu pai conseguiu tirar ela até na sala oq foi bom ja que podíamos sair do quarto, minha irmã então olhou para meu pai e pediu chorando se podia sair de casa, meu pai simplesmente falou um sim, então foi eu e minha irmã com as roupas, subimos na casa da minha vó mas nos escondemos na casa da vizinha (na qual ela nunca saberia) a vizinha na hora deixou nos entrar e nos acalmou. Não demorou muito e minha mãe apareceu na casa da minha vó procurando nós é começou a xingar, gritar, brigar e foi literalmente o dia inteiro assim quando não brigava na casa da minha vó ia na casa do menino xingar ele. No outro dia(quarta-feira dia 20 agora) fomos na casa da minha vó pois como yenho 14 anos sou de menor e minha mãe tinha chamado o Conselho tutelar, comemos um pouco e fomos para o Conselho, quando chegamos estava minha mãe e meu pai e sentamos eu minha irmã e minha vó, começamos a discutir e a falar e no final não resolveu em nada. Então fomos embora, chegando la na casa da minha vó novamente deu a briga e meu vô a passar mal, eu simplesmente comecei a gritar com minha mãe pois meu vô começou a chorar ( e eu nunca vi ele chorar e isso realmente fez meus nervos subirem em um nível qe eu nunca vi) enquanto eu afastava ela do meu vô minha tia insistia nele ir no médico ver a pressão dele e a diabete dele. Até que ele aceitou e foi meu tio eu minha irmã e ele. Quando chegamos la ele novamente chorou enquanto média a pessao e a diabete dele, sua pressão não estava muito alta mas sua diabete estava a 290 (um nível muito alto mesmo), quando voltamos ela ainjda estava la brigando, e quando ela viu como estava a diabete do meu vô começou a falar que era por causa de bala( meu vô chupa e tals mas ele sabe quando pode e quando não pode) em momento nenhum ela pensou qe ela estava matando meu vô aos poucos. Até que por um milagre ela conseguiu se acalmar e tudo acalmou então almoçamos(menos ela) e descansamos, mas ela continuava a fala para irmos embora é tivemos que ir. Chegando la ela ficava perguntando aonde tínhamos dormido e eu falava que foi na casa de uma amiga chamada Júlia de outra cidade (ja qe eu não podia falar que foi na vizinha se não iria ser pior) e ela passou o dia inteiro fazendo as mesmas perguntas, chorando ou fingindo, pegou meu celular e ligou para um monte de Júlia até que em um momento ela bebeu veneno que fica na dispensa do meu pai e começou a falar qe estava com dor de cabeça. Então preocupadas tivemos qe chamar minhha tia para levar ela pro hospital ja que meu país estava trabalhando a noite. Chegamos la apareceu todo mundo meus avós, minha tias e meus tios, ela chegou ficou la até na Quinta feira dia 21, eu e minha irmã dormimos na casa da minha vó e quando acordamos ela ja estava la, aparentemente mais calma, então nos almoçamos depois e descemos em casa, ela estava mais calma e fingia qe não se lembrava de nada, chegou a noite e eu resolvi não dormi ja que eu tinha medo dessa "onda de calmaria" passase e ela tentasse fazer algo novamente, então eu e minha irmã revezamos o sono, eu fiquei até umas 03 da manhã eh minha irmã o resto. E aqui estou na sexta feira com ela um pouco calma mas esperta ainda, minha irmã está com marca roxa na barriga e eu saí sem marca roxa mas meu psicológico está totalmente acabado, estou com medo de dormi aqui em casa e com medo dela, sei que tudo bem ela ficar magoada por causa do namoro mas acho qe ela não tinha capacidade de fazer oq ela fez.
Então, eu sou babaca por preferir morar com minha irmã(se ela me convidar) e ter ódio da minha mãe por ela ser assim tão mimada a um nível qe ela irá ficar sozinha?
¤desculpe se ficou grande é pq foi literalmente 4 dias acontecendo isso e eu precisava saber. Se vcs quiserem que eu continue informando vcs me falem pois eu ainda acho que essa calmaria dela vai ter um fim e irá começar novamente a mesma coisa...¤
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2020.02.29 03:57 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 1

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/52681254060
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6
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[...] Agradecimentos aos usuários, especialmente tze , do fóruns do Westeros.org, que montaram essa teoria. Os tópicos originais podem ser lidos aqui e aqui .

O norte se lembra

Entre os momentos mais memoráveis e impressionantes da ADWD, estão os nortenhos que expressando eternos amor e lealdade aos Starks, apesar de a casa parecer estar à beira da extinção - herdeiros mortos, desaparecidos ou em cativeiro; sua sede ancestral em ruínas e ocupada por inimigos.
Lyanna Mormont, de dez anos, rejeita categoricamente Stannis Baratheon como seu rei.
– A Ilha dos Ursos não reconhece nenhum rei que não o Rei do Norte, cujo nome é STARK. [...]
(Jon I, ADWD)
Wylla Manderly, uma garota com menos de quinze anos, acha insuportáveis as mentiras traiçoeiras dos Frey e as denuncia ao ouvidos de toda a corte de seu avô.
– Mil anos antes da Conquista, foi feita uma promessa, e votos foram jurados na Toca do Lobo, diante dos velhos deuses e dos novos. Quando estávamos feridos e sem amigos, expulsos de nossas casas e com nossas vidas em perigo, os lobos nos acolheram, nos alimentaram e nos protegeram contra nossos inimigos. Esta cidade foi construída sobre as terras que eles nos deram. Em troca, juramos que seríamos sempre homens deles. Homens dos Stark!
(Davos III, ADWD)
Os homens do clã das montanhas do norte enfrentam a morte em razão do inverno e da espada, às centenas fazendo uma marcha árdua até Winterfell, apenas para tentar salvar a filha de Ned Stark.
- [...] O inverno está quase sobre nós, rapaz. E o inverno é a morte. Eu prefiro que meus homens morram lutando pela garotinha de Ned do que sozinhos e famintos na neve, chorando lágrimas que vão congelar em suas bochechas. Ninguém canta canções sobre homens que morrem assim. Quanto a mim, estou velho. Este será meu último inverno. Deixe que me banhe em sangue Bolton antes de morrer. Quero senti-lo espirrar em meu rosto quando enterrar meu machado em um crânio Bolton. Quero lamber o sangue dele de meus lábios e morrer com o gosto na boca..
(ADWD, O prêmio do rei)
E, é claro, Wyman Manderly, que foi corajoso a ponto de assar seus inimigos em tortas de Frey e servi-las aos usurpadores Boltons em um banquete de casamento.
- [...] Inimigos e falsos amigos estão ao meu redor, Lorde Davos. Infestaram minha cidade como baratas, e à noite posso senti-los rastejando sobre mim. – Os dedos do homem gordo se dobraram fechando o punho, e todos os seus queixos tremiam. – Meu filho Wendel foi para as Gêmeas como convidado. Comeu o pão e o sal de Lorde Walder e pendurou sua espada na parede para banquetear com amigos. E eles o assassinaram. Assassinaram, eu digo, e que os Frey se engasguem com suas fábulas. Bebi com Jared, brinquei com Symond, prometi para Rhaegar a mão da minha amada neta... mas nunca pense que isso significa que me esqueci. O Norte se lembra, Lorde Davos. O Norte se lembra, e a farsa está quase no fim.
(ADWD, Davos IV)
É tudo terrivelmente inspirador. E ao perceber o jogo de Manderly, ao ver quão profundo é o ódio pelos Boltons e Freys, alguns começaram a se perguntar se não há mais. Assim nasceu a Grande Conspiração Nortenha. No final da Dança dos Dragões, quase todas as casas do norte estão secretamente conspirando juntas para recolocar os Starks no poder, jogando Stannis e os Boltons uns contra os outros com o bônus de matar muitos e muitos Freys. Além do mais, especula-se que os conspiradores não querem apenas um Stark em Winterfell, mas um rei no Norte novamente. E os nortenhos já chegaram a um acordo sobre cuja cabeça a coroa de Robb deve enfeitar, embora ainda não tenham informado o bastardo sortudo.
Jon Stark, rei do inverno
Lembremos que há dois livros e quinze anos atrás Robb provavelmente legitimou Jon e nomeou seu meio-irmão rei no norte, caso ele morresse sem filhos.
[Robb:] “Um rei precisa ter um herdeiro. Se morrer em minha próxima batalha, o reino não pode morrer comigo. Pela lei, Sansa é a seguinte na linha de sucessão, portanto, Winterfell e o Norte devem passar para ela. – A boca dele comprimiu-se. – Para ela, e para o senhor seu esposo. Tyrion Lannister. Não posso permitir que isso aconteça. Não permitirei. Esse anão não pode nunca possuir o Norte.
– Não – concordou Catelyn. – Tem de nomear outro herdeiro, até o momento em que Jeyne lhe dê um filho. – Refletiu por um momento.
– O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray com certeza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
– Mãe. – Havia certa rispidez no tom de Robb. – Está se esquecendo. Meu pai teve quatro filhos homens.
Catelyn não tinha se esquecido; não quis encarar o fato, mas ali estava.
– Um Snow não é umStark.
– Jon é mais Stark do que um fidalgo qualquer do Vale que nunca sequer pôs os olhos em Winterfell.
– Jon é um irmão da Patrulha da Noite, e jurou não tomar esposa nem possuir terras. Aqueles que vestem o negro servem para a vida.
– O mesmo acontece com os cavaleiros da Guarda Real. Isso não impediu os Lannister de arrancar o manto branco de Sor Barristan Selmy e de Sor Boros Blount quando deixaram de ter utilidade para eles. Se eu enviar à patrulha uma centena de homens para o lugar de Jon, aposto que vão encontrar alguma maneira de libertá-lo de seus votos.
Ele está decidido a fazer isso. Catelyn sabia como o filho podia ser teimoso.
– Um bastardo não pode herdar.
– É verdade, a menos que seja legitimado por decreto real – disse Robb. [...]
– [...] Já pensou em suas irmãs? E os direitos delas? Concordo que não podemos permitir que o Norte passe para o Duende, mas e Arya? Por lei, ela vem depois de Sansa... sua própria irmã, legítima...
– ... e morta. Ninguém viu ou ouviu falar de Arya desde que cortaram a cabeça do pai. Por que você mente para si mesma? Arya partiu, assim como Bran e Rickon, e matarão também Sansa assim que o anão conseguir dela um filho. Jon é o único irmão que me resta. Se eu morrer sem descendência, quero que ele me suceda como Rei no Norte. Tive a esperança de que apoiasse a minha escolha.
– Não posso – disse ela. – Em tudo o mais, Robb. Em tudo. Mas não nessa... nessa loucura. Não me peça isso.
– Não tenho de pedir. Sou o rei. – Robb virou-se e afastou-se, com Vento Cinzento saltando de cima da tumba e pulando atrás dele.
(ASOS, Catelyn V)
Agora, os advogados do diabo argumentaram que Robb talvez mudou de idéia sobre nomear Jon como seu herdeiro após essa conversa com Catelyn, a qual o lembra (não resumidamente) de sua confiança indevida em Theon, outro que ele considerava um irmão. Além disso, os Lannister dificilmente parecem adequados como modelo de como liberar alguém de seus votos honrosamente, e o Norte geralmente tem a Patrulha da Noite em uma estima muito mais alta do que o resto de Westeros.
Por outro lado, imagino que a disposição dos senhores do norte de isentar Jon das antigas leis e tradições seja diretamente proporcional ao quanto eles desprezam cogitar um filho de Sansa com Tyrion, um filho da falsa Arya com Ramsay , ou um senhor aleatório do Vale que herdou Winterfell e a lealdade deles. Acho que o que todos podemos concorda é com a chegada de um fogaréu mais quente que a Peridção de Valíria, [risadas]. Além do que, existe um precedente para um conselho de nobres liberar um meistre de seus votos – o qual é muito semelhante ao juramento da Patrulha no que concerne a celibato, neutralidade política e serviço vitalício - com a bênção de um oficial religioso reconhecido.
[Mormont:] Você sabe que podia ter sido rei?
Jon foi pego de surpresa.
– Ele contou-me que o pai foi rei, mas não… Julguei que talvez fosse um filho mais novo.
– E era. [...]– Aemon estava às voltas com seus livros quando o mais velho dos seus tios, herdeiro da coroa, foi morto num acidente de torneio. Deixou dois filhos, mas seguiram-no para a sepultura não muito tempo depois, durante a Grande Peste da Primavera. O Rei Daeron também foi levado, e por isso a coroa passou para o segundo filho de Daeron, Aerys. [...] Aemon fez seus votos e deixou a Cidadela para servir na corte de algum fidalguinho… até que seu real tio morreu sem deixar descendência. O Trono de Ferro passou para o último dos quatro filhos do Rei Daeron. Esse era Maekar, pai de Aemon. [...]Menos de um ano depois [Aerion morrer bebendo fogovivo], Rei Maekar morreu em batalha contra um lorde fora da lei.
Jon não era completamente ignorante em relação à história do reino; seu meistre tinha se assegurado disso.
– Esse foi o ano do Grande Conselho – ele completou. – Os senhores passaram por cima do filho pequeno do Príncipe Aerion e da filha do Príncipe Daeron e deram a coroa a Aegon [V, o Improvável].
– Sim e não. Primeiro, ofereceram-na, discretamente, a Aemon. E ele, também discretamente, a recusou. Disselhes que os deuses queriam que servisse, não que governasse. Que tinha prestado um juramento e não o quebraria, apesar de o próprio Alto Septão ter se oferecido para absolvê-lo [...]
(ACOK, Jon I)
Os vassalos leais de Robb poderiam concebivelmente fazer o mesmo por Jon, pois afirmam que o Norte é um reino independente. O fato de Jon ter feito seus votos aos deuses antigos é uma complicação ou um obstáculo a menos para se preocupar. Bran e Corvo de Sangue, que têm algum interesse em ver Jon ser coroado rei, sem dúvida ficariam felizes em fornecer um sinal aos nortenhos, se é isso que eles ou Jon exigem.
Tudo isso à parte, o tom de Robb em suas respostas às objeções de Catelyn me parece sugerir que ele já se decidiu. Ele vai nomear Jon seu herdeiro não importa o que a sua mãe ou qualquer outra pessoa tenha a dizer dele. Robb reconhecendo formalmente Jon um verdadeiro filho de Eddard Stark, digno de Winterfell, também tem a vantagem de finalmente resolver um arco de personagem iniciado por Jon em A Tormenta de Espadas quando Stannis se oferece para legitimá-lo.
Tinham treinado juntos [ Jon e Robb] todas as manhãs, desde que tiveram idade suficiente para andar; Snow e Stark, rodopiando e golpeando-se pelos pátios de Winterfell, gritando e rindo, e às vezes chorando quando ninguém estava vendo. Quando lutavam não eram garotinhos, e sim cavaleiros e poderosos heróis. “Eu sou o Príncipe Aemon, o Cavaleiro do Dragão”, gritava Jon, e Robb gritava em resposta: “Bem, eu sou Florian, o Bobo”. Ou então Robb dizia: “Eu sou o Jovem Dragão”, e Jon respondia: “Eu sou Sor Ryam Redwyne”.
Naquela manhã tinha sido ele quem gritou primeiro.
– Eu sou o Senhor de Winterfell – gritou, como gritara cem vezes antes. Mas daquela vez, daquela vez, Robb respondeu:
– Você não pode ser Senhor de Winterfell, é um bastardo. A senhora minha mãe diz que nunca poderá ser Senhor de Winterfell.
Achava que tinha esquecido isso.
(ASOS, Jon XII)
Nem o desejo de Jon por Winterfell nem sua vergonha e culpa por desejar mal (ainda que obliquamente) a seus amados irmãos diminuíram em Dança dos Dragões.
Naquela noite, sonhou […]
Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
– Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
No entanto, não muito diferente de Theon, o que Jon realmente procura é uma afirmação de que ele é um Stark, apesar de seu nascimento bastardo, em minha opinião. O último desejo de Robb ser que Jon o suceda como Rei do Norte atenderia a essa necessidade (mesmo que Jon se recuse como fez com Stannis) enquanto cria um enredo de “herdeiro de Winterfell” que deve atrair Davos e Rickon, bem como Sansa e Mindinho, consolidando muitas subtramas.
Apenas dois fatores podem efetivamente anular a pretensão de Jon sobre Winterfell, em minha opinião: 1) Jeyne Westerling estar grávida do filho e herdeiro de Robb. 2) Os que testemunharam o decreto de Robb estão mortos ou impedidos de divulgar as notícias.
Por um tempo, a primeira opção era uma teoria de certa reputação, baseada em uma discrepância nas avaliações de Catelyn e Jaime sobre os quadris de Jeyne. O Peixe Negro teria supostamente contrabandeado Jeyne de Correrrio, ajudado por Eleyna Westerling, que teria fingido ser sua irmã. Desde então, um relato de fãs ligeiramente apócrifo pegou GRRM admitindo que as diferentes descrições são simplesmente um erro. Talvez ainda mais danoso seja a gravidez de Talisa criada para a série de TV e a subsequente morte no Casamento Vermelho. Embora Talisa não seja Jeyne, o papel que seu casamento com Robb desempenha é semelhante, de modo que David Benioff e DB Weiss mostraram que estão cientes das teorias populares dos fãs e não estão acima de provocar os leitores dos livros, como fizeram com a fala de Cersei em “Valar Dohaeris ”(GoT s03e01) sobre os rumores de Tyrion ter perdido o nariz. A morte violenta de Talisa - esfaqueada repetidamente no bebê, por assim dizer - pode ser o modo que D&D acharam de matar especulações futuras sobre Jeyne, sendo assim encarado com frequência.
Eu nunca gostei muito da teoria de Jeyne Westerling, francamente. Qualquer filho de Jeyne poderia ser nada mais que um rei fantoche, incapaz de governar em seu próprio direito por anos, e faria Rickon tão supérfluo que todo mundo provavelmente deveria parar de se preocupar em lembrar que ele também é um Stark. Portanto, não tenho escrúpulos em tratar Jeyne como um instrumento do enredo usado por GRRM para se livrar de Robb e em não incluí-la em discussões adicionais sobre a perspectiva política do Norte.
Quanto a este último ponto, os senhores presentes para testemunhar o decreto de Robb foram os seguintes: Grande Jon Umber, Galbart Glover, Maege Mormont, Edmure Tully e Jason Mallister (Catelyn V, ASOS). Todos ainda vivem, mas o Grande Jon é refém dos Freys e Lannisters para garantir o bom comportamento de seus parentes, e Mallister é um prisioneiro em seu próprio castelo, por cortesia de Walder Negro (Jaime VI, AFFC). Lorde Galbart e Lady Maege? Edmure? Bem, que tipo de coisas interessantes eles têm feito desde o A Tormenta de Espada será o assunto dos próximos posts.
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2020.02.20 16:37 Archangel1902 Não está fácil.

Boa tarde, sou novo por aqui, procurei um lugar que eu pudesse desabafar e ao mesmo tempo receber alguns conselhos...acabei encontrando o reddit. Vamos lá.
Irá fazer um ano que conheci uma moça pela internet, a princípio, ela tem alguns problemas como depressão... procurei incentiva-la, dar apoio, uma pessoa com quem ela pudesse contar. Meses se passaram e nos aproximamos bastante, a amizade ganhou um toque de amor, carinho e afeto. "Amo-te" começou a ser mensagens comuns entre nós, assim como palavras de carinho, e uma preocupação recíproca um ao outro.
Entretanto, eu já escondi demais meus sentimentos com as pessoas, estou ciente que sou muito jovem e que posso mudar isso. E foi exatamente com ela que decidi mudar, eu a amo. Ao falar com ela sobre esse amor, relacionamento e por um toque mais aprofundado na nossa, até então, amizade, ela muda de assunto, fica "sem palavras" sobre o que dizer. Ela diz que isso é difícil para ela, pois entende que não é uma pessoa para se namorar, que é complicado para ela conhecer os familiares (O que me deixou com uma dúvida, uma vez que ela me contou que um dia foi para a casa do ex-namorado, que mora com a família, e acabou dormindo na cama dele) e até mesmo sair em público. Mas um detalhe, nós moramos muito longe um do outro.
Ela já namorou pela internet e com um rapaz da cidade dela, entretanto, esses namoros aparentemente foram bem desgastantes para ela.
Nós conversamos todos os dias, sempre acordo com o bom dia dela e ela acorda com meu boa noite em seu whatsapp. Ela já me disse que sou muito importante para ela, que não quer me perder, que quer minha companhia para sempre. As vezes eu fico um pouco off, e ela fica preocupada, manda mensagem, fica até um pouco chateada quando eu volto e me pergunta onde eu estava. Dar explicações sobre onde eu estava (Sempre em casa) já aconteceu algumas vezes.
Sinto que temos uma ligação forte, não gostamos de ficar longe do outro (sem falar no whatsapp). Só que isso se manterá apenas como amizade, eu gostaria que tivéssemos algo mais além do "melhor amigo". Por morarmos longe, tenho medo de perde-la para outro, pois quero muito bem a ela. Me lembro daquela música, "Só quero que você seja feliz, com ou sem mim...". Porém, a opção sem mim eu não imaginaria o tamanho da dor.
Enfim, esse é meu desabafo. O que eu posso fazer? Será que ela tem medo de aprofundar a nossa amizade? Ou o amor seria apenas de amigo? Eu já passei algumas noites tentado encontrar essa resposta. Conto com os conselhos de vocês mais experientes, pois para mim, isso tudo é novo.
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2020.01.22 15:29 coracaothrowaway Dor que simplesmente não passa.

Oi oi oi, pessoas. Tudo bem? Eu vim aqui fazer um desabafo por que me sinto muito desolado com a situação que vivo hoje. Então senta aí que vocês vão ouvir um marmanjo choramingando.
Tenho 21 anos e faço História em uma federal do sudeste, sempre fui muito inteligente segundo as pessoas (rs) mas sempre tive problemas com mulheres. Eu sempre pedia conselhos das minhas amigas no ensino médio e nos primeiros semestres da faculdade. Até quando uma amiga falava que não queria falar comigo eu pedia uma consultoria dela (rs) para o que eu poderia mudar.
Mas tudo isso muda quando eu conheço ela. Chamaremos ela de Frida, por que ela é fã. Eu e Frida nos conhecemos em uma roda de debate na facul, no mesmo dia nos encontramos em um sarau à noite, também na facul. Puxei minha melhor amiga no canto e pedi umas dicas. Fui lá e consegui um beijo! Ela era a moça mais linda que já vi, inteligente, trocava um papo da hora, entendia bem de política e ainda envolvida em movimentos estudantis, me apeixonei na mesma hora.
Não foi meu primeiro, mas cara, como eu queria que fosse. Trocamos números e continuamos a conversar todos os dias, nos vendo também, às vezes rolando e às vezes não rolando essa ficada
Certo dia, uma amiga me falou que era pra eu chamar ela pra minha casa assistir Netflix. Ela me chamou pra ir pra casa dela, pois achava melhor e era pra eu levar uns filmes para nós, já que seria mais legal do que Netflix. Fiz uma seleção de filmes top, sabia que tinha que impressionar já que ela faz artes cênicas. Decidir fazer o meu move, nos beijamos e perguntei se eu podia tirar minha camisa. Ela falou que não, por que ela não era assim. Depois desse dia, nunca mais nos falamos do mesmo jeito.
Passada umas semanas eu chamei ela pra sair, ela aceitou, mas falou que levaria um amigo. Eu aceitei, pois queria muito vê-la. Frida levou esse rapaz, que vamos chamar de João. João é gay e tava afim de mim, segundo Frida, desde pouco depois de eu ter começado a ficar com ela, pensei que era um menáge, mas não era nada disso, ela tava tentando me arranjar para o cara. Até aí tudo bem, eu peguei um Uber p casa depois de uma noite agradável em um boteco. João puxou papo comigo no whats e eu continuei a conversar com ele. Quando ele perguntou se eu queria ficar com ele, eu fiquei com medo de caso eu dissesse não ele fosse falar pra Frida e eu perdesse o amor da minha vida. Aí eu disse que sim.
Alguns dias depois Frida me chama p sair com João e mais um cara misterioso e quando eu chego lá, bum. É um dos caras mais detestáveis que eu conheço ele é minion, fútil que só pensa em academia e ainda ficava com uma amiga minha e de Frida e saiu espalhando que “comeu” ela pra todo mundo. Eu me segurei pra não falar umas poucas e boas pra ele (rs) mas deixei por isso. Então Frida começou a falar umas coisas sobre cotas e ele se posicionou contra ela, e eu logo tentei argumenatar a favor dela, mas ela só ficava discutindo mais com ele, como se eu não estivesse ali.
Ele só falava merda, falou na frente de Frida que tinha achado uma menina da sala dele gostosa e etc. E eu tava visivelmente desconfortável. Noite vai e vai, vou ao banheiro, quando eu retorno Frida e o machinho se beijando. Meu mundo caiu ali. Eu sentei e eles continuaram a se pegar. Foi aí que João olhou pra mim e pediu um beijo, eu dei só um selinho e saí falando que tava com diarreia.
Eu vomitei de puto que eu tava naquele dia, só queria me matar, como ela tão esclarecida ficava com um idiota daqueles? Dois dias depois resolvi desabafar com uma amiga em comum, ela me falou que ele era um babaca mesmo e ela me falou pra expor os meus sentimentos pra Frida.
Ligando no mesmo dia, à noite pra Frida, ela não atendeu. Mandei uma música de Rubel pra ela (favorita nossa) e ela só falou pra eu ligar depois. Continuei insistindo na ligação e uma hora ela atende irritada, falando que tava com o babaca. Eles dormiram junto.
Eu passei a noite ligando pra minha psicóloga e fazendo exercícios de ansiedade.
Isso foi ontem.
E ainda não passou.
Foi mal pelo throwaway escancarado.
Ass. Um coração doído
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2020.01.10 03:48 altovaliriano Os Webber scretamente apoiavam os Blackfyre?

A marca da história de A Espada Juramentada é assistirmos uma disputa territorial a partir do ponto de vista do lado perdedor. Não sabemos desde o início que a pretensão de Eustace é ilegal, por isso somos levados a considerar a falta de razoabilidade do outro lado. E Rohanne parece tudo menos razoável quando, em meio à seca, nega à população do território vizinho o acesso a um rio que passava por ali.
Ao final da história, depois de entendermos que o poder dos Webber sobre o rio deriva do fato de que a Casa Osgrey de Pousoveloz apoiou a fracassada Primeira Rebelião Blackfyre, o panorama muda. Isso é suficiente para que o próprio Dunk abandone Eustace à sua sorte, por exemplo. Aparentemente, ter sido um apoiador dos Blackfyre é suficiente para que todo seu infortúnio seja justificado.
Mas e se a dicotomia Targaryen x Blackfyre não estiver realmente espelhada na disputa Webber x Osgrey? E se os Webber também tenham sido apoiadores Blackfyre, mas tenham mudado de lado e suprimido este fato para não sofrer as consequências experimentadas pelos Osgreyde Pousoveloz?
Essa teoria já foi proposta por vários leitores das Crônicas, mas acredito que eu estou apresentando aqui, pela primeira vez, os argumentos e evidências de forma organizada e articulada.

Um nome incomum

Assim, como a Rebelião de Robert não foi iniciada em razão de seu amor por Lyanna, a Rebelião Blackfyre não foi surgiu por conta dos sentimentos entre Daemon e Daenerys. Mas é certo que ambos os rebeldes compartilham o fato de terem sido impedidos pelos Targaryen de se casarem com quem pretendiam.
Uma pequena observação: no caso de Daemon, é curioso pensar que o Targaryen que o impediu de casar com quem bem entendesse foi exatamente o mesmo Targaryen que supostamente lhe mimava: seu pai, Aegon IV Targaryen, O Indigno. Realmente, como diz o ditado, "a mão que afaga é a mesma que apedreja".
Deixando de lado a relação pai-filho, o que nos interessa aqui é a identidade da noiva que Aegon impôs a Daemon quando ele ainda era criança:
Embora não pudesse ‒ e não quisesse ‒ rescindir o último desejo do pai, Daeron fez o possível para manter os Grandes Bastardos por perto, tratando-os de forma honrada e garantindo os rendimentos com os quais o rei os agraciara. Pagou o dote que Aegon prometera ao Arconte de Tyrosh, vendo, assim, seu meio-irmão Daemon Blackfyre casado com Rohanne de Tyrosh, como Aegon desejara, ainda que Sor Daemon tivesse apenas catorze anos.
(TWOIAF, Os Reis Targaryen: Daeron II)
O nome Rohanne é muito incomum no universo de ASOIAF. Na verdade, mesmo 17 anos depois de ter lançado A Espada Juramentada, as únicas outras Rohanne mencionadas nos livros são Rohanne Tarbeck e Rohanne de Tyrosh. Se levarmos em conta que a Tarbeck pode ter recebido este nome em homenagem à Rohanne Webber (segundo uma fonte semi-canônica), percebemos que ao tempo da Primeira Rebelião Blackfyre só conhecíamos duas Rohannes, uma em Westeros e outra em Essos.
Coincidência? Bem, se for, ela só aumenta ao analisarmos a linha do tempo.
Sabemos que Daemon nasceu em 170 DC e que tinha 14 anos quando casou-se com Rohanne de Tyrosh, a futura mãe de todos os seus filhos. Dessa forma, o casamento deve ter ocorrido por volta do ano 184 DC.
Já Rohanne Webber tinha 10 anos durante a Primeira Rebelião (196 DC) e 25 anos durante A Espada Juramentada (211 DC), o que faz com que seu nascimento deve ter ocorrido em 185 ou 186 DC. Portanto, ao menos um ano depois do casamento de Daemon e Rohanne de Tyrosh.
Seria exagero supor que Wyman Webber teria batizado sua filha em homenagem à esposa de Daemon? Certamente, alguém poderia alegar que Daemon, aos quatorze anos, poderia não inspirar o tipo de lealdade que motiva este tipo de ato. Afinal, Daeron estava vivo e era o herdeiro ao trono. Este tipo de coisa poderia soar como um insulto, certo? Na verdade, não.
Aegon IV já insultava seu herdeiro abertamente quando Daemon não havia feito sequer 4 anos de idade. De fato, pouco antes da fracassada invasão à Dorne em 174 DC, Aegon IV era conhecido por alimentar rumores de que Daeron não era filho seu (ainda que os negasse em público):
As brigas do rei com seus parentes próximos ficaram ainda piores depois que seu filho Daeron cresceu o suficiente para expressar suas opiniões. Vidas de Quatro Reis, de Kaeth, deixa claro que as falsas acusações de adultério da rainha, feitas por Sor Morgil Hastwyck, foram instigadas pelo próprio rei, embora, na época, Aegon negasse. Essas alegações foram refutadas pela morte de Sor Morgil em um julgamento por combate contra o Cavaleiro do Dragão. Que essas acusações tenham parecido na mesma época em que Aegon e o príncipe Daeron estavam brigando por causa dos planos do rei de iniciar uma guerra não provocada contra Dorne certamente não foi coincidência. Também foi a primeira vez (mas não a última) que Aegon ameaçou nomear um de seus bastardos como herdeiro, em vez de Daeron.
(TWOIAF, Os Reis Targaryen: Aegon IV)
Por outro lado, o insulto máximo a Daeron e a exaltação máxima a Daemon já havia acontecido 2 anos antes do casamento com Rohanne de Tyrosh, quando o bastardo ainda tinha 12 anos:
O rei Aegon consagrou Daemon cavaleiro aos doze anos, quando o menino venceu um torneio de escudeiros (com isso, ele se tornou o cavaleiro mais jovem da época dos Targaryen, superando até Maegor I), e chocou a corte, os parentes e o conselho ao lhe conceder a espada de Aegon, o Conquistador, a Blackfyre, assim como terras e outras honrarias. Daemon assumiu o nome de Blackfyre depois disso.
(TWOIAF, Os Reis Targaryen: Aegon IV)
Dessa forma, não seria de estranhar que os senhores de Westeros já se sentissem à vontade para bajular Daemon quando ele ainda tinha 14 anos, por enxergarem nele um potencial concorrente de Daeron ao Trono de Ferro.

De amigos a não-amigos

Uma vez que tenhamos entendido a estranheza de Wyman Webber ter batizado sua filha com o nome da mulher recém-casada com Daemon, outro fato aparentemente desconexo começa a chamar a atenção.
Ela se ajoelhou diante das amoreiras e começou a chorar, e ele ficou tão tocado que foi confortá-la. Passaram a noite toda conversando sobre o jovem Addam e o nobre pai da minha senhora. Lorde Wyman e Sor Eustace eram antigos amigos, até a Rebelião Blackfyre.
(A Espada Juramentada)
À primeira vista, a frase em negrito parece indicar, implicitamente, que Wyman e Eustace brigaram porque divergiam sobre a legalidade da pretensão de Daemon Blackfyre. Porém, é preciso observar que bastaria que um dos lados cortasse contato para que a boa relação cessasse. Dito de outra forma, pode ser que Wyman não tivesse nada contra Eustace, mas que apenas Eustace tivesse rancor de Wyman por ter lutado ao lado dos assassinos de seus filhos.
Eustace não deve ter se transformado em um apoiador dos Blackfyre da noite pro dia, às vésperas da Rebelião. Este é o tipo de transformação que leva tempo. E 14 anos separam a entrega de Blackfyre a Daemon (em aproximadamente 182 DC) e a Primeira Rebelião Blackfyre (ocorrida em 196 DC).
Como ficaram a relação entre Wyman e Eustace durante estes anos? Que tipo de conversas eles mantiveram depois que Daeron se casou com Myriah Martell e batizou seu filho em homenagem ao Rei Baelor (por volta de 170 DC)? Ou Aegon IV deu Blackfyre a Daemon (por volta de 182 DC)? Ou Daenerys casou com Maron Martell (em 188 DC)?
Vejam bem, não estou apenas citando ao acaso um bando de eventos. A justificativa de Eustace para apoiar Daemon efetivamente se baseia nestes eventos:
– Sim, meu senhor. Só que... o Rei Daeron era um bom homem. Por que escolheu Daemon?
– Daeron... – Sor Eustace quase arrastou a palavra, e Dunk percebeu que o velho estava meio bêbado. – Daeron era esguio e de ombros caídos, com uma barriguinha que balançava quando ele caminhava. Daemon andava ereto e orgulhoso, e seu abdome era tão reto e duro quanto um escudo de carvalho. E ele lutava. Com um machado, uma lança ou um mangual, era tão bom quanto qualquer cavaleiro que já vi, mas, com a espada, era o próprio Guerreiro. Quando o Príncipe Daemon estava com a Blackfyre nas mãos, não havia homem páreo para ele... nem Ulrick Dayne com a Alvorada, não, nem mesmo o Cavaleiro do Dragão com a Irmã Negra. É possível conhecer um homem por seus amigos, Egg. Daeron se cercava de meistres, septãos e cantores. Sempre havia mulheres sussurrando em seu ouvido, e a corte estava cheia de dorneses. Como não, se ele levara uma mulher dornesa para sua cama e vendera a própria doce irmã para o Príncipe de Dorne, embora fosse Daemon quem ela amava? Daeron tinha o mesmo nome do Jovem Dragão, mas quando sua esposa dornesa lhe deu um filho, ele chamou a criança de Baelor, como o rei mais fraco que já se sentou no Trono de Ferro. Daemon, no entanto... Daemon não era mais devoto do que um rei precisa ser, e todos os grandes cavaleiros do reino se reuniam ao seu redor. Convém a Lorde Corvo de Sangue que os nomes de todos eles sejam esquecidos, então ele proibiu que cantássemos sobre eles, mas eu me lembro. Robb Reyne, Gareth, o Cinza, Sor Aubrey Ambrose, Lorde Gormon Peake, o Negro Byren Flowers, Presa Vermelha, Bola de Fogo... Açoamargo! Eu lhe pergunto, já houve uma companhia tão nobre, tal rol de heróis? Por quê, rapaz? Você me pergunta por quê? Porque Daemon era o melhor homem. O velho rei viu isso também. Ele deu a espada a Daemon. Blackfyre, a espada de Aegon, o Conquistador, a lâmina que todo rei Targaryen empunhou desde a Conquista... ele colocou a espada na mão de Daemon, no dia em que o sagrou cavaleiro, um garoto de doze anos.
(A Espada Juramentada)
Assumindo que as queixas de Eustace foram crescendo ao longo de 14 anos, é de se esperar que Wyman Webber deveria ter uma estranha tolerância à Eustace. A estranheza somente aumenta se considerarmos que Wyman tomou Addam, o filho de Eustace, como pajem e escudeiro em Fosso Gelado. Tendo Addam morrido ao 12 anos na Batalha do Capim Vermelho (ocorrida em 196 DC), fica evidente que Wyman e Eustace tiveram sua relação mais próxima justamente nos anos que precederam a Rebelião Blackfyre.
Some-se a isso o nome com o qual batizou sua filha, e temos um prato cheio de estranhezas.
Mas, então, por que Wyman lutou contra o dragão negro? Vários fatores podem ter levado a isto. Ele pode ter sentido, às vésperas da Rebelião, que o lado de Daemon sairia perdedor. Ou poderia ter sido persuadido com a promessas de terras e recursos. Ou pode ter sido ambas as coisas. Não é O Trono de Ferro não garantiu aos Webber o uso de propriedades que eram antes dos Osgrey, mas apenas por determinado período de tempo e apenas se Eustace não tivesse mais filhos?
– Que palavras estavam escritas naquele papel?
– Era uma garantia de direitos, sor. Para Lorde Wyman Webber, do rei. Pelos serviços leais dele na rebelião recente, Lorde Wyman e seus descendentes tinham garantidos todos os direitos sobre o Riacho Xadrez, desde a nascente na Colina Ferradura até a foz, no Lago Frondoso. Também diz que Lorde Wyman e seus descendentes têm o direito de caçar veados vermelhos, javalis e coelhos no Bosque de Wat sempre que desejarem, e de cortar vinte árvores do bosque a cada ano. – O garoto limpou a garganta. – A garantia é só por um tempo, no entanto. O papel diz que, se Sor Eustace morrer sem um herdeiro do sexo masculino do seu sangue, Pousoveloz reverterá para a coroa, e os privilégios de Lorde Webber acabarão.
(A Espada Juramentada)
Analisando-se a recompensa aos Webber e a punição aos Osgrey, vê-se que ela foi equilibrado e proporcional o suficiente para que a balança não pesasse exageradamente para nenhum dos lados. Isso inclusive torna verossímil o comportamento de Eustace em culpar o Trono de Ferro pelo seu infortúnio, sem nunca acusar a Casa Webber de ser oportunista.
Em verdade, toda o rancor de Osgrey é direcionado à Viúva Vermelha, sem nunca fazer qualquer comentário contra Lorde Wyman, a pessoa que efetivamente ficou com as propriedades perdidas por Eustace.

O que vcs acham?
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2019.12.14 22:17 altovaliriano Aemon Targaryen

O personagem de hoje foi uma sugestão de u/fabioassuncao. Culpem-no.
Aemon foi o terceiro filho de Meakar Targaryen e pretensão ao trono era tão improvável quanto seu irmão Aegon V. Descrito como um garoto dado aos livros, Aemon foi enviado à cidadela enquanto ainda tinha nove ou dez anos (e Aegon tinha sete ou oito) por seu avô, Daeron II.
Dentro da família encabeçada por Maekar e Dyanna Dayne, a diferença de idades fazia com que Aemon e Aegon fossem mais próximos, fato que podemos verificar em diferentes indícios. O apelido de Egg foi dado por Aemon, o meistre desistiu do trono em favor do irmão e ainda lhe deu um conselho que seria repetido à Jon Snow.
Aparrentemente, Aemon sempre foi um homem fino, de boas maneiras, que era muito respeitado por sua erudição e mente afiada:
Aemon pode ser cego, mas sabe do seu ofício. Rezo para que os deuses nos permitam conservá-lo por mais vinte anos.
(Jeor Mormont em ACOK, Jon I)
Pergunte a si mesmo por que foi deixado que Aemon Targaryen desperdiçasse a vida na Muralha, quando, por direito próprio, devia ter sido promovido a arquimeistre.
(Arquimeistre Marwyn em AFFC, Samwell V)
– Ele era um bom homem – começou... Mas assim que articulou as palavras soube que estavam erradas. – Não. Ele era um grande homem. Um meistre da Cidadela, acorrentado e juramentado, e Irmão Juramentado da Patrulha da Noite, sempre fiel. Quando nasceu, deram-lhe o nome de um herói que morrera novo demais, mas, embora tenha vivido muito, muito tempo, sua vida não foi menos heroica. Não há homem mais sábio, mais gentil, mais bondoso. Na Muralha, uma dúzia de Senhores Comandantes chegou e partiu durante seus anos de serviço, mas ele sempre esteve lá para lhes dar conselhos. Também aconselhou reis. Ele mesmo podia ter sido rei, mas quando lhe ofereceram a coroa disselhes que a deviam dar ao irmão mais novo. Quantos homens o fariam? – Sam sentiu as lágrimas lhe subirem aos olhos e soube que não conseguiria prosseguir durante muito tempo. – Ele era do sangue do dragão, mas agora seu fogo se apagou. Ele era Aemon Targaryen. E agora sua vigília terminou.
(Samwell Tarly em AFFC, Samwell IV)
Ainda que não tenhamos presenciado a proximidade de Aemon e Aegon (haja vista que Martin pulou a visita de Dunk e Egg em Vilavelha, ocorrida depois do Torneio de Vaufreixo), o simples fato de que eles tenham se encontrado (depois que Egg revelou desgostar de ambos os irmãos mais velhos pode ser encarada como reveladora.
Como ressaltado por Marwyn, a Cidadela marginalizava Aemon, razão pela qual ele tenha ido para uma corte de um nobre menor depois de ter forjado sua corrente de meistre em 217 DC. Qual casa menor foi essa ainda é assunto para debate. Não fosse por seu pai ter ascendido ao Trono de Ferro em 221 DC e o convocado para servir o irmão Daeron em Pedra do Dragão (informações do aplicativo oficial para smartphone), Aemon continuaria o serviço de pequena importância que vinha prestando há aproximadamente 4 anos.
É provável que Aemon tenha servido durante 12 anos em Pedra do Dragão e que talvez tenha até servido a seu irmão Aerion. Tudo que podemos afirmar com certeza é que, na ocasião da morte de seu pai, Aemon foi cogitado como sucessor (a despeito de seus votos), contra o próprio irmão, Egg, e o filho de Aerion, Maegor.
Foi aí que Aemon tomou a nobre decisão de se juntar à Patrulha da Noite para que Egg pudesse reinar sem oposição. Cumpre observar que não deve ter sido uma decisão particularmente difícil, uma vez que Aemon já deveria estar acostumado à idéia de que não herdaria terras ou tomaria esposa e teria filhos, em razão de seus votos como meistre. Talvez por isso o próprio Aemon tenha desistido do trono. Percebendo que vinha sendo educado desde os 9 anos para servir (os votos da cidadela) e não para reinar, provavelmente sentiu que o irmão mais novo seria um rei mais apto.
Ainda assim, quando fala sobre amor, Aemon reflete com propriedade, como se conhecesse o sentimento:
O que é a honra comparada com o amor de uma mulher? O que é o dever contra sentir um filho recémnascido nos braços… ou a memória do sorriso de um irmão? Vento e palavras. Vento e palavras. Somos apenas humanos, e os deuses nos moldaram para o amor. Esta é a nossa grande glória e a nossa grande tragédia.
(AGOT, Jon VIII)
Talvez um amor de juventude seja uma das vezes em que Aemon disse que seus votos foram testados.
Três vezes acharam os deuses por bem testar meu juramento. Uma vez quando era rapaz, uma vez em plena idade adulta e uma vez depois de envelhecer. [...].
(AGOT, Jon VIII)
A terceira, como sabemos, foi durante a rebelião de Robert. A segunda talvez tenha sido quando foi cogitado para o trono. Portanto, é provável que Aemon tenha conhecido o amor ainda cedo, na Cidadela.
Quanto ao poder, Aemon também se mostrou um homem sábio e um valioso conselheiro, de forma que talvez fosse muito apto ocupando o Trono de Ferro. Lhe faltavam muitos predicados de um Jaehaerys I, é verdade, mas seria difícil conceber que Aemon fosse pior do Aerys I. Além do que, Corvo de Sangue estava à disposição para exercer o papel de uma forte e fiel Mão do Rei.
De todo modo, Aemon passou a maior parte dos seus anos na Muralha e desempenhou seu papel para além de qualquer repreensão. Como meistre, era particularmente aberto a abordar todos os assuntos mantendo a mente aberta, mesmo diante do sobrenatural, ainda que não tivesse forjado um elo de Aço Valiriano:
Meistre Aemon não demorou a chegar. Deslocava-se lentamente, com uma mão manchada apoiada no braço de Clydas, enquanto avançava com pequenos passos cautelosos. Em volta de seu pescoço fino, a corrente caía pesadamente, com os elos de ouro e prata cintilando entre ferro, chumbo, estanho e outros metais menos nobres.
(ASOS, Jon VI)
Isso é surpreendente dada a inclinação de sua família (especialmente à época), seus sonhos de dragão e a ojeriza que Marwyn descreve que a Cidadela tinha do velho meistre. Quanto a este último, talvez Aemon não tenha nenhuma culpa. O preconceito de Vilavelha com os Targaryens pode ser algo que se desenvolveu com no último século ou em decorrência de algo que o último Targaryen na Cidadela, Arquimeistre Vaegon, fez durante sua passagem na ordem. Não sabemos.
De todo modo, Aemon teve seu momento mais capcioso nos livros nos estertores da morte. Após ser enviado de volta a Vilhavelha por Jon (a fim de evitar que Melisandre usasse seu sangue de rei em algum sacrifício), Meistre Aemon reconhece que está para morrer e que sua sobrevida se deu em razão de ter vivido na Muralha:
[...] Sam, nós estremecemos à beira de profecias meio recordadas, de maravilhas e terrores que nenhum homem vivo hoje pode esperar compreender... ou...
– Ou? – Sam quis saber.
– ... ou não – Aemon abriu um suave e pequeno sorriso. – Ou então sou um velho, febril e moribundo – fechou fatigadamente os olhos brancos e depois forçou-se a abri-los de novo. – Não devia ter deixado a Muralha. Lorde Snow não podia saber, mas eu devia tê-lo visto. O fogo consome, mas o frio preserva. A Muralha... mas é tarde demais para correr de volta. [...]
(AFFC, Samwell III)
E, mais tarde, em um típico momento de “melhora antes da morte”, Aemon estava falando entusiasmadamente sobre profecias e altos mistérios, argumentos que são utilizados por diversos leitores para justificar que Daenerys seria a reencarnação de Azor Ahai
Em Bravos, a recuperação de Aemon parecera possível. A conversa de Xhondo sobre dragões quase pareceu fazer que o velho voltaria a ser quem fora. Naquela noite tinha comido até o fim aquilo que Sam lhe pusera na frente.
“Nunca ninguém procurou uma garota”, dissera, “Fora um príncipe a ser prometido, não uma princesa. Rhaegar, pensava eu... a fumaça era do incêndio que devou Solarestival no dia de seu nascimento, o sal vinha das lágrimas derramadas por aqueles que morreram. Ele partilhou minha crença quando era novo, mas mais tarde persuadiu-se de que seria o filho a cumprir a profecia, pois um cometa foi visto no céu de Porto Real na noite em que Aegon foi concebido, e Rhaegar tinha certeza de que a estrela sangrando era um cometa. Que tolos fomos por nos julgarmos tão sábios! O erro teve origem na tradução. Os dragões não são nem machos nem fêmeas, Barth viu aí a verdade, mas ora uma coisa, ora outra, tão mutáveis como chamas. A língua nos induziu em erro durante mil anos. A escolhida é Daenerys, nascida entre sal e fumaça. Os dragões assim nos provam.” Tinha bastado falar dela para parecer fortalecê-lo. “Tenho de ir ter com ela. Tenho de ir. Gostaria de ser ao menos dez anos mais novo.”
(AFFC, Samwell IV)
Eu sou extremamente cético com relação à verdade deste discurso de Aemon, especialmente porque erro em interpretação de profecias são uma trope muito comum em fantasia para eu acreditar que Martin está realmente se fiando nisso, e não apenas criando uma distração.
Qualquer que seja o caso, Aemon morreu e seu corpo foi armazenado em um barril de rum a bordo do Vento de Canela, e não ficamos sabendo mais nada sobre isso.

Perguntas

  1. Meistre Aemon já viveu algum romance?
  2. Quais foram as duas primeiras vezes em que Meistre Aemon teve seus votos testados?
  3. Quando Aemon ficou cego?
  4. Qual Casa menor Aemon serviu antes de ir para Pedra do Dragão?
  5. Você acha que o conselho “Mate o menino e deixe o homem nascer” de Aemon foi benéfico para Egg e Jon?
  6. Por que a Cidadela não poderia confiar em Aemon?
  7. O que Aemon quis dizer com “O fogo consome, mas o frio preserva”?
  8. Você acredita que a interpretação de Aemon da profecia do Príncipe que foi Prometido é acertada?
  9. O que acontecerá com o corpo de meistre Aemon?
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2019.12.13 20:46 altovaliriano R+L=J

Esta é uma tradução do guia de referência criado pelos usuários do fórum do site Westeros.org para resumir os argumentos consolidados em favor da teoria que afirma que Jon Snow é filho de Rhaegar Targaryen e Lyanna Stark.
A redação do texto original é bastante informal, estilo que mantive na tradução.
Todos os links nesta postagem levarão a sites e mídias em língua inglesa e alguns estão quebrados.
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GUIA DE REFERÊNCIA
A teoria R+L=J afirma que Jon Snow é muito provavelmente o filho do príncipe real Rhaegar Targaryen e da irmã de Ned, Lyanna Stark.
O site Tower of the Hand tem uma excelente análise desta teoria: Jon Snow’s Parents
E a Citadel do site Westeros também fornece um resumo: Jon Snow’s Parents
Em “A Wiki of Ice and Fire”: Jon Snow Theories
No podcast Radio Westeros: A Dragon, a Wolf and a Rose
No artigo do usuário Kingmonkey: R+L=J

PERGUNTAS FREQUENTES:
Como Jon pode ser um Targaryen se fogo comum queimou sua mão?
Targaryens não são imunes a fogo. É um mito que foi desacreditado pela lista de Targaryens que foram queimados. Danaerys ‘a não-queimada’ continuava incólume após chocar os ovos de dragão, mas isso não a impediu de se queimar em outras ocasiões. Veja esse tópico acerca da imunidade ao fogo dos Targaryens.
Todos os Targaryens não têm os cabelos prateados e olhos púrpura característicos dos Valirianos?
Nem todos: Valarr e a Rainha Alysanne tinham olhos azuis. Açoamargo que, como Jon, era do sangue dos Primeiros Homens, tinha cabelo castanho. Baelor Quebra-lanças e seu(s) filho(s) e a própria meia-irmã de Jon, Rhaenys, tinham visual dornês (cabelo escuro, olhos negros, pele cor de oliva). Todos os três filhos de Rhaenyra Targaryen tinham cabelos castanhos e olhos castanhos, ainda que ambos os pais tivessem alvos cabelos prateados.
Caso Jon tivesse traços valirianos, seu parentesco seria revelado: “Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava. Quem quer que tenha sido sua mãe, pouco dela ficara no rapaz” [Pensamentos de Tyrion em AGOT]. Contudo, Tyrion entendeu errado a parte da mãe: a mãe dele era a Stark.
Se Jon não é filho de Ned, então por que eles se parecem tanto?
Jon parece muito com Arya, e Arya parece muito Lyanna. Jon é sobrinho de Ned, e Lyanna e Ned eram parecidos.
Ned é honrado demais para mentir. Se ele diz que Jon é filho dele, isso não significa que ele é?
Ned conta a Arya que às vezes mentiras podem ser honrosas. Suas palavras finais, uma confissão de culpa, foram uma mentira para proteger Sansa. Enquanto uma mentira pode ser honrosa, trair sua esposa não é, de modo que a famosa honra de Ned indica que Jon não é seu filho.
Como Jon pode ser meio Targaryen e ter um lobo gigante?
Ele também é meio Stark, por parte de Lyanna. Os filhos legítimos de Ned são meio Tully e isto não os impediu de ter lobos gigantes.
Por que Ned nunca pensa em Lyanna como sendo a mãe de Jon?
Ned nunca pensa em ninguém como sendo a mãe de Jon. Se ele pensasse, não haveria qualquer mistério. Ele menciona ‘Wylla’ para Robert, mas nós não o vemos pensando em Wylla como sendo a mãe de Jon.
Há uma pista de quem seria a mãe de Jon: No capítulo 4 [de AGOT], o monólogo interno de Eddard diz “Lyanna […] Ned amara-a de todo coração.” e no capítulo 6, Catelyn pensa “Quem quer que tivesse sido a mãe de Jon, Ned devia tê-la amado ferozmente […]”.
Por que Ned não teria contado ao menos a Catelyn?
Nós não temos uma lista das coisas que Ned prometeu a Lyanna, mas sabemos que ele leva suas promessas a sério. Talvez ele tenha prometido não contar a ninguém. No capítulo 45 [de AGOT], Ned está incerto sobre o que Cat faria se a situação chegasse a um impasse entre a vida de Jon e a dos próprios filhos. Se Catelyn soubesse que Jon era filho de Rhaegar, ele poderia achar que mantê-lo em Winterfell representava um sério risco para seus filhos. De todo modo, Catelyn não precisava saber, de forma que talvez Ned tenha optado pela solução mais segura.
Ned não se referiu a Robb e Jon como “meus filhos” logo no primeiro capítulo [de AGOT]?
Em diálogo, mas não em pensamento. Ned está guardando segredo sobre o parentesco de Jon. Ele nunca pensa em Jon como seu filho: No capítulo 45 [de AGOT], Ned pensa em suas crianças “Robb, Sansa, Arya, Bran e Rickon” e explicitamente exclui Jon da lista. O capítulo 34 de ADWD mostra a visão que Bran teve de Ned mais jovem no bosque sagrado de Winterfell: “… deixe-os crescerem juntos, como irmãos, com apenas amor entre eles – rezou -, e deixe minha senhora esposa encontrar perdão em seu coração…”, o que não faz nenhum sentido se eles fossem irmãos.
Uma vez que Rhaegar já era casado, Jon não continuaria sendo bastardo?
Pode ser que sim, ou não. Existia uma tradição de poligamia entre os Targaryen no passado, motivo pelo qual a possibilidade de que Rhaegar e Lyanna tenham casado não pode ser facilmente descartada. Um argumento a favor da legimidade é o seguinte: A presença de três guardas reais na Torre da Alegria é melhor explicada se eles estivessem a defender o herdeiro do trono, o que Jon somente seria se fosse legítimo.
Temos certeza de que poligamia não é ilegal?
Aegon I e Maegor I praticaram poligamia. Em Westeros, diferentemente do que ocorre em uma monarquia constitucional, a realeza não está sujeita à lei. Portanto, se houvesse uma lei contra, ela não se aplicaria aos Targaryens: No capítulo 33 [de ACOK] afirma-se que “tal como seus dragões, os Targaryen não respondiam nem perante os deuses, nem perante os homens”. Exemplos demonstram que a poligamia era considerada opcional para os Targaryen: Aegon IV e Daemon Blackfyre supostamente aceitaram-na em relação ao próprio Daemon, Jorah Mormont a sugeriu para Daenerys como uma opção viável, e esta disse o mesmo para Quentyn Martell.
George R.R. Martin disse neste SSM: “Se você tem um dragão, você pode ter quantas esposas quiser”. Há também esse SSM anterior ao livro do mundo [TWOIAF].
[Veja o] ensaio On Polygamy pela usuária Ygrain com acrescímo da usuária Rhaenys_Targaryen
Os guardas reais não estavam na Torre da Alegria obedecendo ordens de Aerys de vigiar Lyanna como uma refém?
Se este fosse o caso, por que aparentemente eles não fizeram movimento algum para usar esse recurso contra Robert e Ned? Alguns leitores argumentam que os votos da guarda real deveriam ter precedência sobre essas ordens e forçado os guardas reais a deixar a Torre da Alegria para proteger Viserys quando ele se tornou o herdeiro — a não ser que outra pessoa fosse mais importante (Jon). Outros pensam que eles estavam vigiando Lyanna como uma refém na Torre da Alegria. Alguns dizem que isso não faz muito sentido: ela seria uma refém melhor vigiada em Porto Real, sem a necessidade de envolver guardas reais. A mera presença de três guardas reais sugere algo mais importante: proteção de membros da família real ou mesmo do herdeiro.
Leituras frequentemente sugeridas: At the tower of joy pelo usuário MtnLion e support of the toj analysis pela usuária Ygrain.
Não há um SSM que diz que os 3 guardas reais estavam seguindo as ordens de Rhaegar?
O SSM a que está se referindo é provavelmente este: “Os guardas reais não podem inventar as próprias ordens. Eles servem ao rei, eles protegem o rei e a família real, mas eles também estão obrigados a cumprir as ordens deles todos e, se um príncipe deu a eles uma determinada ordem, eles a cumprirão. Eles não pode dizer, ‘Não, nós não gostamos dessa ordem, faremos outra coisa’.”
Nós sabemos por Barristan que proteger o rei é o primeiro e mais importante de todos os deveres da guarda real. Jaime sugere que outro guarda real fique com o rei quando ele pretendia partir para o Tridente e nós soubemos de um ritual que é realizado quando todos os guardas reais se reúnem e o rei está sendo protegido por alguém que não pertence à ordem.
“Proteger x Obedecer” é um objeto de debate que está longe de ser resolvido antes que tenhamos mais informações. Ambos os pontos de vista são compatíveis com R+L=J.
Viserys não teria a precedência de qualquer jeito? Rhaegar morreu sem se tornar rei, e o livro do mundo [TWOIAF] não chama Viserys, ao invés de Aegon, de novo herdeiro de Aerys?
Não. No caso de o filho mais velho morrer antes do rei, um neto viria antes do filho mais novo. Mesmo que o neto ainda seja um nascituro ao tempo da morte, ele ainda sucederia (herdeiro aparente x herdeiro presuntivo). O livro do mundo é escrito com viés Lannister (pode ser uma propaganda para minar o suporte dornês aos Targaryen) e em retrospectiva pelos meistres, que nunca chegaram a saber de tudo que sabemos dos sonhos e memórias de Ned. Ainda que o alegado fosse verdade… veja a próxima resposta.
As questões sucessórias são tão claras quanto apresentadas aqui?
As disputas sucessórias são parte do jogo de poder medieval e mesmo uma herança muito evidente poderia ser contestada. Então talvez as coisas tenham acontecido em Porto Real tal como narrado no livro do mundo. Rhaegar e Aerys poderiam ter diferenças no que concerne à sucessão. Rhaegar contou a Jaime antes de partir para o Tridente que pretendia chamar um conselho, e os Grandes Conselhos do passado haviam lidado com questões sucessórias. Quem teria aceitado tal mudança, porém, é uma questão que vale a pena perguntar.
Ned está morto. Quem vai contar isto a alguém?
Corvo de Sangue e Bran podem ter ficado sabendo por meio da rede de represeiros. Benjen pode saber. O ‘cranogmano de Checkov’, Howland Reed, é o único sobrevivente do confronto na Torre da Alegria, e George R.R. Martin afirmou que ele ainda não apareceu porque ele sabe demais sobre o mistério central dos livros. “Tinham-no encontrado ainda abraçado [Ned] ao corpo dela [Lyanna]” indica que havia alguém mais além de Howland para encontrar Ned.
Por que isso é importante? Que impacto isso pode ter na história?
O cuidado com que o mistério do parentesco de Jon foi criado é razão suficiente para acreditar que isso é importante. Que impacto isso terá no resto dos acontecimentos é ainda desconhecido.
Essa teoria é muito óbvia e pessoas demais acreditam nela como se fosse um fato. Como pode ser verdade?
Não é tão óbvio para a maioria dos leitores. Alguns percebem na primeira leitura, mas a maior parte não. Leitores que vão a fóruns online de fãs, como este [asoiaf.westeros.org], são apenas um pequena minoria do total de leitores. Além disso, A Guerra dos Tronos foi publicado em 1996. Isso corresponde a mais de 20 anos de leitores podendo juntar as peças desse mistério. Esse tipo de desvendamento colaborativo-cibernético de mistérios inevitavelmente faz com que mistérios solucionados pareçam mais óbvios em retrospectiva.
George R.R. Martin é o destruidor de tropes, não pode haver um príncipe oculto, é simplesmente cliché demais.
Para que uma trope seja desfeita ela precisa ser introduzida em primeiro lugar. Não se sabe ainda o que acontecerá a Jon no futuro. Ser filho de Lyanna e Rhaegar não implica no final feliz de contos de fada associados à trope do príncipe oculto.
Há uma lista de todas as pistas de R+L=J já encontradas?
Existe a list of R+L=J hints, clues and foreshadowing [link quebrado], compilada pelo usuário sj4iy.
Uma vez que esta teoria foi tão bem explicada, Martin mudará o desfecho da história para surpreender seus fãs?
Ele afirmou que não mudará o desfecho da história só porque algumas pessoas juntaram todas as peças e resolveram o quebra-cabeça.
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2019.12.01 03:54 altovaliriano Oberyn Martell

A Víbora Vermelha é o personagem deste sábado.
Oberyn foi o segundo filho da princesa de Dorne e um consorte (ambos sem nome até o momento). A diferença de idade para seu irmão mais velho (aproximadamente 10 anos) o fez mais próximo de sua irmã mais nova, Elia.
Ele é descrito como um homem voluntarioso e destemido, provido de uma mente e uma língua afiadas. Sua fama como guerreiro é reconhecida por metade do reino, assim com seu comportamento errático. Em suma, era considerado poderoso e perigoso.
O segundo príncipe de Dorne foi criado em Arenito, do outro lado da região, bem longe de Lançassolar, em meio à Casa Qorgyle. Talvez essa experiência tenha lhe fornecido amigos entre os dorneses arenosos.
Na juventude, Oberyn viajou com Elia e sua mãe à procura de casamentos entre grandes casas. É sabido que eles foram mal recebidos em Rochedo Casterly, o que depois levou a Princesa sem nome de Dorne a procurar uma aliança por casamento com os Targaryen. O que é menos debatido é que provavelmente durante a estadia em Vilavelha desta viagem é que Oberyn concebeu sua primeira filha, Obara, algo que conheci através das reflexões de um youtuber chamado Maglor.
Assim, Oberyn era amado por toda parte e teve diversas amantes. Uma delas foi a amante de Lorde Edgar Yronwood, que então o desafiou para um duelo. Todos conhecem a história. O duelo que era apenas até o primeiro sangue, resultou na morte de Lorde Edgar e rendeu a Oberyn o apelido de Víbora Vermelha. Para fazer paz, Oberyn foi enviado à Cidadela e a Lys, em exílio, para aplacar os Yronwood.
Como sugere Maglor, deve ter sido durante o tempo em Lys que Oberyn teria concebido Nymeria em uma nobre local. Só depois, quando estudou na Cidadela é que Oberyn teria se envolvido com uma mulher da Fé. Esta ordem parece fazer mais sentido. Caso contrário teríamos que assumir que Oberyn haveria tido um caso uma Septã em Lys, o que seria muito esquisito e digno de nota.
Contudo, há uma sugestão de que Oberyn não tenha permanecido em Dorne após o exílio. Embora não se possa dizer se Oberyn operou como mercenário nas Terras Disputadas durante o depois do exílio em Lys, Martin respondeu em 2008 ser possível que o príncipe estivesse nas Terras Disputadas durante a Rebelião de Robert (vide declarações abaixo).
Assim, Oberyn pode ter conhecido a mãe de Sarella, uma pirata ilhéu do Verão, na Cidadela, em Dorne ou em Essos por volta do ano 280 DC. Como a próxima de suas filhas só nasceria quase 5 anos depois, é possível que Oberyn só tenha iniciado seu romance com Ellaria Sand depois do fim da Rebelião de Robert, quando supostamente retornou a Dorne de uma vez.
Fato é que neste tempo em que esteve em Essos, Oberyn fez parte da companhia mercenária Segundos Filhos por um tempo, para depois fundar sua própria companhia, sobre a qual não temos nenhuma informações, nem mesmo o nome.
Semana passada, eu e u/paulovitor88 estávamos discutindo justamente a identidade da companhia e filtramos as possibilidades até os Corvos Tormentosos, Longas Lanças e Homens Galantes. Nada impede também que a companhia de Oberyn tenha sido a dos Bravos Companheiros, agora liderada por Vago Hoat (como muitos leitores acreditam que seja). Porém, o mais certo é que não tenhamos ouvido falar nela ainda.
Oberyn era presença costumeira em torneios, podendo ter disputado justas até mesmo depois da Rebelião. De fato, como Oberyn acidentalmente aleijou Willas Tyrell no primeiro torneio do herdeiro de Jardim de Cima (que nasceu entre 270-276 DC), existe a possiblidade de que Oberyn tenha comparecido a Jardim de Cima depois que Robert tomou o Trono.
Se o fato ocorreu após a deposição dos Targaryen devem ter sido momentos de tensão, o que combina muito bem com o temperamento ousado de Oberyn. Mas a tensão não perdurou devido a Willas não ter guardado rancor de Oberyn e ainda ter mantido correspondência com o Dornês para falar da paixão comum por cavalos.
Eu particularmente acho que o perdão veio fácil demais para não haver algo a mais. E em vista da fama de Oberyn como bissexual e a liberdade sexual que os filhos de Mace Tyrell parecem desfrutar, não me surpreenderia se entre o dornês e o rapaz tenha havido um relacionamento romântico.
Sobre a Rebelião de Robert em si, a história que se conta é que o Príncipe fez uma tentativa de levantar Dorne em favor de Viserys quando Robert chegou ao Trono. Oberyn só foi acalmado quando a mão do Rei, Jon Arryn, foi pessoalmente a Dorne para selar a paz com Doran. Não se sabe o que foi dito no encontro, mas o fato de que Doran tenha controlado a raiva do irmão e o cooptado para seu próprio plano de vingança demonstram a extensão da influência de Doran sobre Oberyn.
De fato, a relação entre os irmãos é demasiado esquisita. Ambos falam eloquentemente da má fama do outro, mas ainda assim eram muito próximos. Arianne conta que, durante o tempo em que Doran esteve nos Jardins de Água, Príncipe Oberyn era convocado duas vezes por quinzena enquanto a própria Arianne só aparecia duas vezes por ano.
Apesar de sua natureza errática, Oberyn parecia obedecer e confiar em Doran. Oberyn não ter se casado e gerado filhos legítimos parece indicar que tinha pouco interesse em derrubar o irmão. Juntos, Doran e Oberyn foram capazes de selar um pacto de casamento entre Viserys e Arianne em Braavos e quase fizeram os noivos se conhecer em Tyrosh. Tudo somente veio abaixo quando Viserys morreu, mas mesmo assim, como visto acima, Doran e Oberyn continuaram a se encontrar com suspeita frequência.
Não seria estranho que Doran utilizasse o amor que Dorne sentia por Oberyn para manter seus súditos calmos. Oberyn deve ter operado como testa de ferro de Doran por muitos anos. Quando o irmão mais velho se mudou para os Jardins de Água, Oberyn agia virtualmente como Senhor de toda Dorne. Então provavelmente Oberyn foi a pessoa que ficou sabendo primeiro da oferta de Tyrion de trazer justiça para Elia, enviar Myrcella para casar com Trystane e abrir um assento no pequeno conselho para Doran.
Devido a problemática condição de Doran, Oberyn foi indicado para assumir o assento no conselho. Contudo, desde que pisou nas Terras da Coroa, Oberyn tratou de provocar Tyrion com planos de coroar Myrcella e intenções de estender a justiça por Elia até chegar a Tywin. No fim, tudo isso foi a sua perdição. Há uma teoria, contudo, de que Oberyn ao menos teria conseguido envenenar Tywin, o que poderia tê-lo levado à morte caso Tyrion não houvesse assassinado o pai primeiro.
Mas agora ambos Oberyn e Tywin estão mortos e seus legados foram convulsões políticas que não exatamente foram dissipadas ainda, seja em Dorne, seja no restante do Reino.

Declarações de Martin sobre Oberyn

As perguntas

  1. A espada com que Oberyn lutou contra Lord Yronwood estava envenenada?
  2. Oberyn e Willas Tyrell já tiveram alguma relação amorosa?
  3. O que você acha das filhas de Oberyn? São tão interessantes quanto o próprio víbora vermelha?
  4. A companhia de mercenários criada por Oberyn em Essos já apareceu nos livros?
  5. Como Doran conseguiu manter Oberyn sob controle todos esses anos?
  6. Oberyn tinha real intenção de coroar Myrcella ou era apenas papo furado?
  7. Oberyn Martell realmente envenenou Tywin Lannister?
  8. Que impacto a morte de Oberyn terá no futuro da história?
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2018.10.12 09:37 Nunescunha93 Fui ameaçado no trabalho (não político) !

Trabalho em posto de combustível, e por alguns acontecimentos, nosso banheiros não são liberados a clientes, apenas funcionários. Neste turno, eu estava no caixa, fazendo contagem de um maço de dinheiro, quando parou um siena. Desceu um rapaz jovem e meio bombado, e perguntou de abastecimento e por banheiro. Falei que logo um outro frentista viria atende-lo, mas que não havia banheiro. Ele retrucou "vocês cagam no chão então", o que respondi que tinha, mas era só de acesso para funcionários. Ele já havia descido do carro, assim como um passageiro de seu banco de carona, começaram a conversar na frente do carro, logo atrás de minhas costas. Não reparei o que o colega dele perguntou, mas ele respondeu "Aqui só tem banheiro pra funcionário, mas são todos bichinhas". Eu escuto com frequência reclamação e xingamento por causa do banheiro, então nem me dignei a me incomodar com o comentário, e continuei a contagem do dinheiro. Um pouco depois, escuto ele falar diretamente para mim: "Quando for pro céu, leva o banheiro junto". Nesta hora eu me incomodei, me virei na direção ele e falei que além de me xingar, ele estava me ameaçando, e eu chamaria a polícia, no que ele me retrucou que chamasse, e indo em direção a porta do carro, ironizou que eu anotasse a placa do carro. O que era minha intenção também, pois meu celular estava descarregado, e não seria capaz de chamar uma viatura de forma rápida. Vendo que eu havia pego papel, caneta, e estava anotando a placa usando uma prancheta como apoio, ele se aproximou e deu um soco na prancheta, derrubando o papel e caneta. Nesta hora eu, apesar de normalmente calmo, acabei realmente me irritando, e peguei um pedaço de pau que temos na bancada, dizendo que ele tentasse novamente. Ele acabou avançando na minha direção, o que revidei com o pau, dando uma pancada no ombro dele. Nisso ele recuou e abriu a porta do carro, colocando ela entre nós dois. Ainda tentou me incitar dizendo "bate no carro, bate,quebra que quero ver". Mas me limitei a pegar a prancheta e anotar a placa. (Meus colegas dizem que nesta hora em que eu não estava olhando, ele puxou uma carteira daquelas com insígnia, e disse que era policial, mas ninguém tem certeza, pois foi tudo muito rápido, e imitações todos podem comprar hoje em dia). Ele começou a me xingar, e eu comecei a retrucar. Neste momento veio uma moça da conveniência, entrou no carro e pediu "para amor". Ele e o colega entraram no carro e foram embora, mas enquanto passava por mim ele ainda gritou da janela que iria "fazer um visitinha".
O que eu gostaria agora seriam conselhos. Eu tenho o modelo do carro, a placa e o horário,e estou pensando em fazer B.O quando sair do meu turno, pela manha. No posto tem uma câmera que pega bem em cima de onde ele estava, mas sinceramente me pergunto se uma denuncia trará resultado. Trabalhando em posto a 3 anos, já fui assaltado cerca de umas 7-8 vezes,e nunca, NUNCA, polícia alguma procurou o posto para checar filmagens das câmeras ou fazer investigação. Nem quando uma vez roubaram junto o veículo de um cliente que estava abastecendo. Devo procurar fazer denuncia realmente, e se sim, pelo que exatamente devo acusá-lo. Houve primeiro o xingamento de bichinha, depois o comentário sobre ir pro céu, depois vários xingamentos, e depois a ameaça que voltaria. E se o fato sobre ser policial ser inverídico, creio que é crime também se fazer passar por policial.
Então, o que vocês acham. Como devo proceder.
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2018.01.10 21:26 ajuda_anonimo [Sério] Conselho: fim de relação de 10 anos, tenho 26.

Sou um rapaz, conheci uma rapariga no 11º ano e começámos a namorar. Fomos co-dependentes um do outro durante 10 anos, vivíamos muito um pelo outro, ajudámo-nos um ao outro a superar as dificuldades nas nossas vidas e funcionámos muito bem enquanto durou.
Enquanto ambos estudávamos víamo-nos todos os dias e ela dependia muito mais de mim para se manter feliz do que eu dela. Eu acabei os meus estudos e comecei a trabalhar, ela ainda está a estudar. Esta diferença provocou um distanciamento geográfico uma vez que não vivemos juntos neste período. Passámos a ver-nos com muito menos frequência do que no tempo em que ambos estudávamos, e felizmente, ela conseguiu dar a volta e tornar-se independente emocionalmente, encontrou amigos e aprendeu a lidar com a crítica. Eu cada vez mais gostava mais dela ao ver o seu crescimento pessoal.
Há pouco tempo disse-me que não sabia porquê, mas já não gostava de mim. A minha opinião é que por ter sido um bom companheiro de suporte emocional muito importante para ela, quando ela deixou de precisar desse suporte, muito do apreço que tinha por mim desapareceu. Não a culpo e talvez seja melhor assim para os dois.
Ainda assim, eu fiz um esforço ao longo do ultimo mês para organizar coisas com ela para tentarmos reatar mas era óbvia a falta de vontade do outro lado, chegou a dizer que sentia repulsa.
Hoje decidi pôr um fim a isto, senti que estava a fazer demasiada pressão, o esforço era unilateral e não estava a ser bom para nenhum de nós.
Investi todos os meus recursos sociais nesta relação e só tenho um amigo com realmente algum significado para além dela. Um verdadeiro caso de um cesto que se rompeu e que tinha toda a minha fruta la dentro.
Habituei-me a uma relação com significado e baseada na amizade e no respeito. Isso faz-me muita falta agora e tem-me feito nos últimos tempos, daí ter decidido terminar para tentar acabar com este sofrimento.
Gostava de conseguir manter-me produtivo no meu trabalho, ainda por cima faço-o em casa ao meu ritmo. Tenho imensos interesses, distrações não me faltam, mas parece que nada enche este vazio, talvez porque não gosto assim tanto de nada como gostava da minha namorada, e essa é outra razão pela qual este relacionamento já não era saudável, acabei por ser eu a depender dela, só que desta vez não houve correspondência.
Eu devia ser capaz de ser completo sozinho, mas neste momento preciso de alguém capaz de encher este vazio. Como não tenho experiência "no engate" nem uma vida social super ativa, pensei virar-me para o Tinder para tentar encontrar alguém interessante, mas ao mesmo tempo tenho uma ideia de que a população feminina no Tinder não está à procura de relacionamentos sérios. Ou procuram amizades ou sexo sem compromisso. Estarei enganado? Com 26 anos tive a sorte, ou o azar, de começar a minha vida amorosa com uma relação muito longa e que funcionou bem, pelo menos para o meu lado.
Antes que escrevam a proverbial frase "bate uma punheta que isso passa", gostava de explicar que o meu interesse sexual na rapariga só se manifesta quando estávamos juntos, literalmente no sofá ou na cama, dada a situação que temos passado. Não tenho qualquer atração sexual por ela quando não estou com ela, há coisas mais importantes que isso, tipo... sei la... o amor -.- ...
Alguém numa situação semelhante? Como é que resolveram isto? Algum conselho para lidar melhor com a situação?
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2017.09.25 21:45 botafora01 Sinto que a minha vida já está traçada

Desde já peço desculpas pela muralha e pelo throw away
OK, desde o Ensino Médio eu sofria com algo que eu imagino 90% do Reddit sofreu: não conseguia pegar sequer resfriado. Era extremamente zoado pela sala toda por isso (meus amigos até hoje dizem que eu sou o único da turma que nenhuma mulher chegou), cheguei até a apanhar por isso. Só fui perder meu BV no meu ano de calouro na faculdade e a minha virgindade quando fui num bordel. Eu ficava triste com isso, mas também estava esperançoso: afinal, era um adolescente, estava entrando na faculdade, e todos sempre me louvavam por, segundo eles, eu ser muito inteligente. A menina que eu gostava na época, e que até hoje é uma amiga (e que eu passei a maior vergonha da minha vida, ao me declarar pelo fucking MSN), vivia brincando dizendo "O nerd de hoje é o cara rico de amanhã". Boas memórias.
Chegou 2013, e eu entrei na faculdade. Não fui maravilhosamente bem no ENEM, mas consegui uma bolsa integral em Administração em uma bela universidade. Escolhi Adm por pensar que o mercado estava bom e por ser noturna, o que me permitiria trabalhar. Nesse período, perdi meu BV e fiquei com outra menina uma vez, num espaço de 9 meses. Pra mim, isso era o ápice, eu era o deus da conquista, mesmo que meus novos amigos me zoassem de "pega ninguém" do mesmo jeito. Nessa época, eu baixei o Tinder e conheci o meu primeiro namorico, vamos chamar de Ana. Ana morava a 3h30 de viagem, então era praticamente um namoro à distância. Ficamos algumas vezes, 3 meses depois começamos a namorar e, depois disso, ela passou o mês seguinte dando desculpas para eu não ir lá. Chegou fevereiro, veio o carnaval, e ela disse que estava passando mal. Foi para o hospital e detectaram leucemia. Óbvio que eu pirei, queria ir pro hospital dela de todo jeito, mas ela nunca deixava, dizia que os pais me viriam, iria arrumar encrenca, ela iria ver um momento que estivesse sozinha. Se passaram 5 meses nesse tormento, hora ela dizia que estava boa, hora dizia que estava mal, quimio e afins, até que meus amigos de sala fizeram uma intervenção comigo, mostrando que não havia nada em rede social nenhuma dela a respeito de câncer, mostrando que ela estava postando normalmente sobre coisas cotidianas e que era a maior retardadice do mundo eu não ter ido nenhuma vez ver ela. Eu fiquei meio balançado, até porque meus pais concordavam com este ponto de vista, mas fiquei meio irregular com ela. Pouco mais de um mês depois disso, ela disse que tinha tido alta, tinha encontrado um ex, tinha ficado com ele e queria terminar. Não lamentei muito, até porque isso ocorreu em um espaço de uma semana, no máximo. Terminei e, desde então, ouvi dela duas vezes na vida. Passou.
Vale mencionar que, nesse meio tempo, a minha vida em casa havia melhorado demais: durante meu período de Ensino Médio, minha adolescência se resumia a passar finais de semana com minha mãe em bares, vendo ela entrar quase em coma alcoolico com as amigas e outros finais de semana na casa do meu pai, vendo ele ficar bêbado e chorar no meu ombro sobre ele ser um fracassado que não conseguiu sequer manter um casamento. Quando eu terminei, minha mãe já estava mais centrada (como está agora), saindo ocasionalmente e socialmente, e meu pai parou de beber após enfartar e voltou a ser o cara extremamente trabalhador que eu sempre admirei. No fim do meu primeiro ano de faculdade, eu passei a estagiar em um instituto federal. Ao mesmo tempo do término que eu disse acima, eu fui chamado para um concurso temporário, em outro órgão público, bem mais perto de casa.
Poucos meses após eu terminar com a Ana, entrou em cena a pessoa que eu, de fato, considero como a única que eu namorei. Vamos chamar ela aqui de Beatriz. Beatriz me chamou no Facebook, para brincar sobre uma postagem que eu havia feito (já havíamos tido pequeno contato ainda no colégio), e daí começamos a conversar. Dois meses depois, ficamos e, 5 meses depois, começamos a namorar. Ela perdeu a virgindade comigo e, na prática, eu também perdi com ela (transei com prostitutas umas 4 vezes antes. Fiz exames, por precaução, e não deram nenhum reagente). Eu aprendi demais a me aceitar com ela, nós tínhamos a mesma personalidade, ela era a primeira pessoa que não só não me julgava por meus interesses, como me incentivava a seguir eles. Não me cobrava nada, eu não cobrava nada dela, mas conversávamos de forma quase ininterrupta das 7 até meia noite. Com ela, no entanto, eu descobri algo que já havia visto antes nos bordeis: não sei o que me causa, mas com certeza eu tenho ejaculação precoce. Fui em um urologista, que me disse que era algo psicológico, que eu só precisava "me desligar". Tentei os exercícios que o próprio Reddit indica, mas nunca funcionava. Usei camisinha anestésica 2 vezes: uma vez foi uma maravilha, na outra estourou e eu traumatizei. Sempre me sentia extremamente culpado e furioso comigo mesmo após cada fim de penetração, mas o que atenuava era a presença dela, que sempre me dizia que não ligava, que eu conseguia deixar ela no céu somente com as preliminares, que não ligaria de passar por isso por não sei quanto tempo. Tudo que eu me julgava errado, ela me mostrava que não ligava. Eu me sentia num porto seguro com ela, e isso me impulsionava na faculdade: eu imaginava que iria me formar em um emprego na iniciativa privada, sem "data de validade" como meu emprego temporário, e que, 1 ou 2 anos após isso, estaria casado com ela. O único motivo de discussão que tínhamos era que ela tinha total ojeriza de tornar público: não podia postar nada com ela no Facebook, não podia atualizar status de relacionamento, não podia ir conhecer os pais dela, que "iriam proibir completamente". Mesmo os amigos eu só vi 2 vezes (uma outra vez eu não pude ir por motivos profissionais). Eu sempre entendi que isso era um receio dela, então, mesmo um pouco frustrado, eu aceitava. No que eu terminei minha monografia, estava preocupado com a questão do mercado, mas nada demais. Até que veio o dezembro, 1 ano e 4 meses após começarmos a ficar.
Eu estava na faculdade, pegando os convites de formatura, quando ela mandou o tradicional "precisamos conversar". Resolvemos por texto mesmo: ela disse que gostava de outra pessoa, e que se sentia culpada namorando comigo com interesse em outro. Aceitei, triste, e demos um tempo. 2 dias depois, um amigo me manda uma foto no perfil de um rapaz, que era o mesmo que ela gostava: ambos deitados, ela de top e ele sem camisa, e uma descrição bem...insinuante. Óbvio que eu pirei, liguei para ela, tivemos uma baita discussão, mas, depois disso, esfriou. Acabamos nos vendo, e ficando de novo. Ela terminou com o rapaz, mas ainda jurava de pés juntos que aquela foto era uma coincidência, que ela não havia me traído, que jamais faria isso, que era íntegra. E ficamos uns bons 3 meses indo e voltando até que, em abril, ela me mandou um testamento contando tudo: numa segunda, ela estava na casa de uma amiga, com este rapaz e o cara que a amiga estava pegando. A amiga e o peguete dela começaram a dar uns amassos no local e, segundo ela, ela não conseguiu "resistir" e montou no cara. Uma traição espetacular, que até hoje eu uso como humor auto depreciativo. Fiquei em choque por um tempo, mas, contra os conselhos de todos, perdoei ela e voltamos a namorar. Mas não era a mesma coisa. Ainda era maravilhoso por um aspecto, mas, por outro, ela estava insegura com o relacionamento (dizia que se sentia culpada por ter "estragado tudo por um impulso") e eu estava inseguro com tudo, precisava de validação dela pra tudo, principalmente no que tangia sexo. Eu já era inseguro sexualmente antes, agora era 3x mais, então eu basicamente a induzi a me contar toda a experiência sexual dela com ele, até eu me sentir menos perdedor. No entanto, eu estava começando a me recuperar em junho, estava me reencontrando, entendendo que estava apertando ela desnecessariamente (uma amiga teve essa conversa esclarecedora comigo). Então, tanto como solidificação como um pedido de desculpas, eu planejei uma viagem para nós, no dia que ficamos pela primeira vez, que cairia num sábado. Disse para ela os planos, ela ficou elétrica, empolgada, começou a me mandar links do local, brincar com meus planejamentos e afins...e, na semana seguinte, pediu para terminar. Disse que nunca esteve certa sobre nós termos voltado, que ela ainda me amava, que ainda sentia tesão comigo, mas que não se sentia pronta para um relacionamento sério, e "não queria me magoar". Aceitei, até mantive o contato, pq, nesse meio tempo, ela virou a minha melhor amiga. Mas o mesmo amigo da vez anterior me mandou um print de uma conversa dela com a irmã dele, dizendo que tinha terminado por estar afim de outro cara, e eu reconheci o sujeito: era um cara que ela falava horrores bem dele, "ah, fulano fez isso, fulano fez aquilo, me ajudou com x, um cara foda, faz não sei o que". Não sei se ela me traiu, mas tal conversa era de 1 dia e meio após termos terminado, e ela já havia ficado com tal cara. Não sei se ela me traiu de novo, mas a confrontei (não falei do meu amigo, obviamente, disse que a vi na rua) e ela manteve que não me traiu, mas que, dessa vez, poderia ficar com quem quisesse pq "fez a coisa certa". Eu disse que não conseguiria conversar com ela enquanto ainda tivesse sentimentos, ela disse que entendia, mas que queria saber de mim, que eu ainda era "o melhor amigo" dela.
Isso faz um mês e meio. Eu não consigo deixar de me sentir mal. Eu podia ter feito tanta coisa melhor, mas não fiz. Ela me traiu, possivelmente duas vezes, e tudo que eu consigo fazer é me culpar. Eu só não a chamei ainda pq imagino ela ficando com esse cara, que é melhor que eu em tudo: mais bonito, com uma barba farta de lenhador, com uma carreira já estabelecida, carro na garagem, mora sozinho e afins. O que me leva ao lado profissional: a sala da faculdade se reuniu para um churrasco há 3 semanas, estávamos conversando sobre empregos e eu concluí algo: apesar de que eu (e eu sei quão arrogante isso soa) ter feito que metade da sala ganhasse um diploma, eu sou o único dali sem um emprego minimamente fixo e tenho um salário que é o menor de todos, com vantagem. Todos falam que eu vou ganhar 3k, 4k logo, mas eu já cansei de tomar portadas de empresas. Gasto com passagem, gastei com um terno novo, gravata, e tudo que eu consegui foram muito obrigados, mas uma parcela da minha sala que literalmente não consegue entender que 50% e 0,5 são a mesma coisa (eu tive que ensinar manualmente regra de 3 simples e cálculo com números decimais quando estudamos Matemática Financeira) estão em empregos bons na iniciativa privada, comprando casas e carros. E, de todos ali, só uma me arrumou entrevista na empresa dela (que eu não consegui, principalmente por dita empresa estar num processo de fusão). Quatro conversam ocasionalmente, e o resto só entra em contato pedindo para que eu faça para eles provas de inglês de processos seletivos ou provas da faculdade (para os que ainda não se formaram).
Eu estou fazendo Contabilidade agora, vendo se consigo recomeçar, mas estou extremamente desiludido. Não sei o meu problema, mas o que eu imaginava quando entrei na faculdade não aconteceu. Eu sou um total fracassado no mercado de trabalho, e dificilmente vou conquistar algo além de pular de trabalho em trabalho de escritório, para tirar 2 salários e soltar rojão de alegria por não estar desempregado. Na verdade, eu já imaginava algo nessa linha desde o último semestre, mas, além da esperança mínima, eu carregava que iria ter uma família. Alguém me aceitava, alguém me amava. Hoje, eu vejo que nem isso. Nesse mês e meio pós-término, eu percebi como meu stock está horrorosamente baixo. Ouvi diretamente de uma estranha (no Tinder, vale dizer) como eu sou "feio, com cabelo estranho e roupas deprimentes". A maior parte dos meus amigos disse que eu vou achar alguém, mas só uma amiga me apresentou para alguém (Spoiler: eu quis levar pra amizade pq esta pessoa demonstrou 0 interesse romântico em mim, mas temos muitas afinidades de gostos. Não quero que alguém legal se perca só por não querer abrir as pernas pra mim em qualquer futuro).
Então, qual a conclusão? Para relacionamentos, eu sou a tempestade perfeita: meus gostos não são nada pop, meu estilo de roupa desagrada geral, minha voz é deprimente, eu sou lerdo, distraído, amo entrar em rants gigantes quando me empolgo (vide este texto) e, mesmo que alguma garota um dia resolva passar por isso tudo, o prêmio dela será ter de viver com sexo oral recheado por 30s de penetração, num dia bom. Nenhuma mulher no mundo quer se relacionar com um homem que precise fazê-la ter um orgasmo com masturbação pq não aguenta chegar a 1min de penetração. Ou seja, eu até posso tropeçar em alguma peguete (sim, essa é a palavra, tropeçar. Um incidente do acaso, como foi com a minha ex), mas nenhuma jamais chegará a ser de longo prazo. Dificilmente eu terei uma família. E, sem uma família, não há nada para contrabalancear o fato de que eu sou um fiasco profissional. O "menino gênio" do colégio, o "cara que vai ganhar 7000 daqui 3 anos" da faculdade nada mais era que uma pessoa com um par de neurônios no meio de um grupo de pessoas com bases educacionais mais fracas que a minha e, principalmente, sem interesse algum em estudar. Numa sala focada, eu teria de me esforçar para estar no meio do pelotão. Eu sou mediano intelectualmente e, profissionalmente, sou um lixo que não conseguiu fazer networking na faculdade e, hoje, irá ter de viver de escritório em escritório, sem nenhum breakthrough.
Minha vida parece estar desenhada para ser a definição de um fiasco, de um total e completo desperdício de oxigênio. Mas eu tenho uma missão: cuidar dos meus pais. Ambos dependem demais de mim psicologicamente, ambos me amam mais do que qualquer outra coisa. Sem a minha presença aqui, a vida dos dois colapsaria. Sinto que eu só vim ao mundo para ser o pilar da vida de ambos. Então, eu tenho que ir empurrando a minha vida enquanto ambos estão vivos, tentando ao máximo não embaraçar eles mais. Decidi que vou viver a vida no limite nesse meio tempo: finalmente comecei a fazer academia (minha postura sempre foi torta e, nos últimos 2 meses, eu ganhei peso. Quero eliminar essa pança antes que ela vire um problema), fui ao Maracanã mês passado ver a ida da Copa do Brasil (sou de MG), devo receber uma indenização boa quando sair daqui e estou planejando um mês de curso de inglês na Europa (meu inglês é bom, mas não é perfeito e isso sempre me incomodou horrores, sem falar que conhecer a Europa é O sonho que eu tenho de vida). Será o meu maior highlight, e a única loucura que eu me permiti fazer. Quando voltar, vou fazer o que gosto e, mais importante, vou cuidar dos meus pais, de tudo que eles precisarem de mim.
Não sei o que o futuro reserva pra mim, mas, pensando com lógica, eu devo chegar nos meus 35/40 anos quando ambos meus pais falecerem. Quando isso acontecer, serei um solteiro entrando na meia idade, possivelmente com pouca experiência sexual que não envolva garotas de programa, num emprego pouco satisfatório e sem nenhum amor que tenha sido recíproco e que não acabe na mulher se cansando de um cara patético e percebendo que praticamente qualquer coisa é melhor que eu. Será covardia, alguns sentirão tristeza, mas será temporário, todos irão superar, e haverá um pouco mais de oxigênio no mundo.
A minha mente ainda tenta, em alguns momentos, achar alguns cenários de ilusão, de que algum milagre irá acontecer, mas não irá. Eu sei que não. Profissionalmente eu fracassei. Academicamente eu fracassei. E, amorosamente, eu também fracassei. Vi que não basta achar alguém que aguente a minha personalidade, ela não irá suportar alguém que trata preliminares como Evento Principal, e eu irei morrer com esta condição.
Por mais paradoxal que seja, pensando assim eu estou aprendendo a abraçar o que eu gosto. Eu gosto de ler. Eu gosto de sair para comer e voltar para casa. Eu gosto de esportes. Eu gosto de escrever. Eu gosto de viajar. Não vou mudar o que eu gosto pelos outros, até porque será inútil, resolver um sintoma não cura a doença, e não há remédios o bastante para curar todos os sintomas dessa doença chamada eu. Fico feliz pelos meus pais existirem, pq, se não fosse por eles, eu teria sido um fiasco absoluto em vida. Fico feliz pelo meu último namoro, pq eu nunca me senti mais feliz do que numa tarde de sábado, quando ela disse "te amo" pouco antes de cochilar no meu peito. Eu fui feliz com o amor, e, por causa dela, eu aprendi que todo relacionamento que eu entrar, obrigatoriamente, terá um fim unilateral. Eu vou ser feliz com meus outros desejos, concluir meus hobbies, fazer o que eu gosto, e cuidar de quem me ama incondicionalmente, até o fim deles. Dali, serei eu que terei meu livramento.
Eu precisava contar isso pra alguém, mas não quero que tratem isso como um pedido de ajuda, pq não é. Meu real objetivo de vida sempre foi ter uma família minha, ter um filho em uma casa estruturada e passar meu conhecimento adiante. Eu já sei que, por questões psicológicas e físicas, isso jamais acontecerá. Quando meus pais se forem, eu literalmente não terei mais o que fazer aqui e, se tudo der certo, eu terei realizado ao menos uma parcela boa dos meus outros sonhos. Eu estou tranquilo quanto a isso. Talvez ainda sinta, de novo, a dor de ver alguém me trocando por outra pessoa melhor, mas agora eu sei que isso acontecerá. Doerá menos, eu espero. E, se nem isso eu conseguir, bem...dois salários por mês dá para pagar por sexo.
De novo, desculpem pelo texto gigante.
tl;dr: Todos confiavam em mim, todos achavam que meu futuro seria brilhante. Meu futuro será medíocre, patético e, ao menos, tem uma data para acabar
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2015.02.21 02:06 RunoAnacoreta O Sonho de Emigrante

Faz frio aqui em Inglaterra, o céu está sempre encoberto por um manto de tristeza, uns passeios húmidos encaminham a frigidez tipicamente inglesa rumo ao narcisismo da sua existência, enfarpelada em sobretudos e cachecóis. Ontem quando saí à rua o vento agreste vergastou-me a face lembrando-me que sou estrangeiro. Por vezes, sozinho no meu apartamento de emigrante, recordo-me melancolicamente da lagoa da minha Foz do Arelho, quando em criança corria pelos intermináveis areais que refulgiam sob o cálido sol de Agosto. A sensação dos pés que se entranhavam na areia banhada pelo encanto da lagoa, ainda hoje a sinto, acompanhada pela da leve carícia solar sobre a minha pele imberbe. Neste momento, essas memórias parecem-me tão idílicas que chego a pensar que nada mais se passou do que um vívido sonho.
Cheguei há seis meses, trazido por um voo carregado de esperanças, ia conseguir aqui o que me fora negado no meu País. Agora sou enfermeiro no Hospital Hunton, valorizam o meu trabalho, ganho três vezes mais, já comprei carro e amealho para uma casa, mas… não sou feliz! As pessoas aqui são como o tempo, passam-se semanas sem que veja um sorriso sincero, todavia, todos os dias se esboçam os sobranceiros e altivos. Ainda não me adaptei a esta sociedade demasiado correcta para dar uma gargalhada que ecoe com alegria contagiante.
Este apartamento é o meu refúgio, para onde venho (tal como um animal acossado) depois de trabalhar. Faz-me falta a camaradagem da minha terra, se víssemos alguém mais cabisbaixo, mesmo não o conhecendo, bradávamos um «Bom Dia» mais vigoroso e logo o rosto se iluminava; fazem-me falta as madrugadas de convívio com os amigos no bar do Henrique, as competitivas bilharadas com o Zé, os desafios avinhados com o Lucas, as coléricas discussões futebolísticas com o benfiquista Hugo e o póquer a cêntimos com a malta; faz-me falta o amparo da minha família, os conselhos do meu pai, os avisos da minha mãe e a cara enrugada da minha avó que se despediu de mim com os olhos humedecidos; faz-me falta a comida portuguesa, o sabor intenso do caldo verde, o aroma sedutor da feijoada à transmontana e a doce cremosidade do pastel de nata; mas acima de tudo, sinto a falta do olhar concupiscente da Rita, dos seus longos cabelos de oiro que ondulavam sobre os ombros, da sua pele suave que estremecia ao meu toque e do seu delicioso sorriso que formava duas covinhas nas bochechas. Ela assegurou-me que esperaria por mim, não esperou! Foi viver para Lisboa e nunca mais deu notícias. Não a censuro, eu também não esperei, no meu segundo mês conheci a Charlotte – uma médica estagiária que se apaixonou pelo meu ar latino.
A sedução aqui é muito diferente, durante dois dias pavoneou-se dengosamente diante de mim, ao terceiro declarou inesperadamente a sua atracção. Eu, rapaz habituado ao subliminar jogo das portuguesas fiquei momentaneamente perplexo e apesar de adorar essa arte celebrizada por Casanova, tenho de admitir que neste aspecto os ingleses estão muito avançados... Juntamo-nos e pensamos casar, ela é de uma sublime beleza nórdica, de olhar celeste onde povoa a minha vaidade, a lubricidade do seu corpo de tez leitosa, enfeitiçou-me, tal como as ninfas de Camões o fizeram aos marinheiros de tempos idos e sempre que me segreda aos ouvidos juras de amor, reconforta-me. No entanto, em dias em que o cinzento das nuvens, dos passeios, dos prédios e das pessoas por mim trespassa, ela nota a melancolia que me invade e de tudo faz para me animar sem que nada resulte. Ela apelida esses dias de «lunares», contudo, eu bem sei que é a secular saudade que me evoca.
No outro fim-de-semana, confidenciei-lhe o meu desejo de ir à praia e ela sempre prestável logo me levou a uma aqui perto. O mar estava revolto e a atmosfera furiosamente toldada, soprava uma desconfortável nortada que me embargou a garganta de raiva.
Hoje acordei numa cama de hospital que um enfermeiro de feições latinas, estranhamente familiar, me disse tratar-se de Hunton. Bradei pela Charlotte para saber o que se passava, porém, ela foi distante e tratando-me por senhor explicou-me que já ali estava havia seis meses, em coma! Fiquei tão exasperado que a expulsei não querendo ouvir mais nada. Procurei a televisão num reflexo instintivo de alheamento, subitamente, por entre anúncios reparei na minha lagoa, era um feérico vídeo publicitário do turismo de Portugal, projectando imagens de paisagens deslumbrantes, pratos tradicionais de cores vivas, grupos de jovens em irmandade sincera e no final um sorriso delicioso de uma jovem de cabelos de oiro encarava-nos com uma concupiscência hipnótica. Aturdido e com mais perguntas do que respostas, relancei o olhar pelo quarto procurando segurança nas certezas, foi então que reparei no reflexo de um idoso que figurava no espelho à minha frente. Fiquei desconcertado, pois não havia mais ninguém para além de mim naquela divisão, pisquei maquinalmente as pálpebras, respirei profundamente contando até dez e cheguei a beliscar desesperadamente o braço, fiz tudo o que podia para me devolver à realidade. Só depois reparei na pulseira do hospital presa ao meu pulso, onde se lia: Nome – Ashton Sommerset Thompson. Idade – sessenta e sete anos. Nacionalidade – inglesa.
Oh meu Deus! Terá tudo sido um sonho?
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