Quando uma garota sorri para você o que significa

Kaguya-sama é sensacional (ou sobre como o melhor anime de 2019 é uma comédia romântica).

2020.06.01 18:33 epilef_backwards Kaguya-sama é sensacional (ou sobre como o melhor anime de 2019 é uma comédia romântica).

Kaguya-sama é sensacional (ou sobre como o melhor anime de 2019 é uma comédia romântica).
Their focus is on the fireworks...but I'm sorry...I can't take my eyes off of...that face. The sound of my heartbeat is so noisy...that I can't hear the fireworks.
Ao longo dos meus anos acompanhando animes, são raros os casos em que eu encontrei um show que, do ponto de vista unicamente crítico, fosse digno de receber uma nota máxima. Isso porque, bem como todas as "escolas" de cinematografia, a escola de animação japonesa possui certas peculiaridades que são negativas. Uma delas, talvez a mais clara, é a exposição verbal. Esse elemento é utilizado quando o roteiro precisa te informar alguma coisa que o roteiro quer informar para o espectador. O seu problema, no entanto, se dá porque isso é feito de maneira abusiva e literalmente consiste na maneira mais mesquinha possível de conduzir a trama, ou seja, ao invés do roteiro conduzir a trama por meio de um flashback que explore a infância do personagem, ele simplesmente mostra uma conversa do personagem falando sobre o que aconteceu em sua infância. Veja que ao utilizar um flashback o roteiro pode utilizar ele de N maneiras para não somente citar um fato em específico sobre tal personagem, mas, sim, demonstrar o seu contexto naquela situação. É claro que nem toda exposição é problemática, no entanto, seu excesso se caracteriza como um problema de roteiro pois escancara que o roteirista não apresenta habilidade em demonstrar os fatos da obra sem colocar um personagem literalmente narrando o que está acontecendo (algo que acontece de uma maneira inacreditavelmente irritante e patética em Kimetsu No Yaiba). Embora seja um erro, praticamente todas as animações japonesas, mesmo em se tratando dos filmes de animação, utilizam a exposição de maneira usual e sistemática. Isso significa que naturalmente animes tendem a ter mais erros básicos de roteiro e de direção do que, por exemplo, filmes/shows de outras escolas cinematográficas. E, se já são comuns esse tipo de erro mais simples nos mais diversos gêneros, existe um gênero que é afetado de maneira quase que integral pelos muitos elementos clichês e clássicos da cultura de animes: a comédia romântica. O primeiro erro muito comum nas obras desse gênero é a completa sobreposição de comédia e romance, fazendo que um tome espaço do outro quando não deve e que haja constantes quebras de climas, ou seja, tal contexto X é importante para o romance porém o roteiro inventa de jogar um piadinha nele para tentar produzir humor. O segundo erro é a errada utilização de clichês do gênero (o típico caso da personagem, justamente a que vai ser a garota principal, que tropeça e cai nos braços do protagonista....ou o protagonista que iria tropeçar e ela aparece atrás dele para impedir que isso aconteça...). E o terceiro erro é sobre o passo do anime; geralmente, comédias românticas apresentam um passo típico de quem possui taquicardia: ora o anime acelera muito e atrapalha o desenvolvimento dos personagens, ora inexplicavelmente esquece da trama para embutir à força fanservices inúteis. E, em particular, eu nunca tinha assistido uma comédia romântica sem esses problemas, fato que me fez ficar desacreditado com os animes do gênero. Sentimento esse que foi comprovado pelas muitas comédias românticas idênticas, todas de baixa qualidade, lançadas nos últimos anos. Devo dizer, sinceramente, que esperava o dia que alguma iria fazer o mínimo possível para sair do óbvio e do nível mais baixo possível do gênero. E esse dia chegou.
Kaguya-sama é o típico exemplo de anime fácil de criar preconceitos contra e fácil de querer arrumar problemas onde não esses não são presentes. No primeiro ponto eu sou uma prova disso: entrei no anime com um pé para frente e dez para trás justamente pelo histórico dos animes de comédia romântica. No segundo, é fácil caçar problemas quando você analisa um anime de comédia romântica pela mesma ótica de um drama ou de um romance. É claro que animes dos dois gêneros citados terão (ou melhor, deveriam ter) tramas mais complexa e profundas, personagens mais bem desenvolvidos e menos trivialidades, pois isso se encaixa no gênero. Da mesma forma, é claro que em comédias românticas haverá mais espaços para absurdos e efeitos propositalmente cômicos, pois isso se encaixa no gênero. Não é justo comparar a profundidade dos personagens de Kaguya-sama com a profundidade dos personagens de Steins;Gate ou Romeo x Juliet (um drama e um romance). É claro que dizer isso não é equivalente a dizer que furos de roteiro estão liberados, mas, sim, que certos elementos específicos da comédia, que se colocados em outros gêneros resultariam em erros, são permitidos no show justamente por se tratar de uma...comédia. Ao falar isso pode parecer, portanto, que são animes mais fáceis de serem feitos, o que, em parte, pode ser verdade pela não necessidade de uma complexidade da trama, no entanto, essa facilidade abre espaço para que os clichês sejam muito mais acessíveis e mesmo funcionais, pois, se existem gazilhões de animes de comédia romântica exatamente iguais, é porque esse clichês funcionam para o público alvo. Dito isso, vamos aos pontos do show.
Um acerto logo de cara do roteiro desse anime é a sua premissa baseada no "Love is war", pois ela abre espaços que podem ser utilizados pelo roteirista. Como exemplo, ele pode utilizar os momentos das "batalhas" entre os dois protagonistas para tiradas satíricas e bem humoradas. Isso faz que pelo menos metade dos momentos de humor do show já estejam relacionados a um ponto em específico sem que pareça que esse ponto foi criado à força pelo roteiro só porque o mesmo não teve criatividade de montar momentos engraçados. Ou seja: o roteiro precisa se preocupar menos em criar situações malucas FORA da premissa para gerar humor, fato que diminuí o risco de produzir o humor clichê costumeiro nesse tipo de animação. Perceba como mesmo os momentos de humor que não são as batalhas entre os dois ainda trazem um pouco deles evitando mostrar muito para o outro.
Outro acerto do roteiro é na caracterização dos personagens, pois ele utiliza a caracterização clichê dos personagens super inteligentes como modo de subverter o gênero e as nossas expectativas com os próprios personagens, fazendo que seja mais interessante descobrir quem eles são. Além disso, desconstruir essa visão "fria" dos personagens aparentemente top do colégio é muito importante, e muito bem utilizada nesse caso, para humanizá-los e fazê-los serem personagens gostáveis. Isso é essencial na criação do vínculo espectador-personagem, vínculo esse que é perfeitamente estabelecido nesse show, pois ,não somente os personagens são interessantes e únicos, mesmo que em primeiro momento pareçam clichês, eles apresentam camadas e peculiaridades que transformam cada um dos personagens principais em alguém dentro da história, o que é raríssimo em comédias românticas (geralmente sequer há esse tipo de preocupação com os protagonistas, quiçá com os demais do elenco). Algumas pessoas podem achar absurdo o mesmo personagem que é o top 1 do colégio ser brincalhão e até bobo em certos momentos, contudo, é justamente assim que as pessoas são. Nem toda pessoa estudiosa ou dedicada é um robô sem sentimentos. Em fato, a maioria não é assim, e mostrar a parte humana dos personagens é um passo importante para nos fazer gostar de acompanhá-los durante o show.
A direção também é brilhante e apresenta um dos melhores timing cômicos da história dos animes. As piadas, além de engraçadas, servem excepcionalmente à trama e aos personagens, com nenhum caso de transgressão do clima do anime. Sim, é uma comédia romântica que não fica quebrando os momentos importantes com piadas estúpidas...eu nem acreditava que isso era possível. O uso do narrador é cirúrgico à medida que o mesmo somente contextualiza e introduz algumas situações, porém não serve como um roteirista ambulante falando tudo sobre todos e nem entrega os momentos com pistas anticlimáticas (algo que seria muito fácil de ser feito por um roteiro e uma direção menos habilidosa). A direção de arte do anime também é sensacional. As expressões e os rostos desconfigurados dos personagens são completamente hilários (a cena do guarda-chuva me pegou completamente desprevenido e foi um dos melhores momentos assistindo animes de comédia) e servem à trama e ao timing cômico da direção. Na realidade, eu não posso deixar de lado a equipe de animação desse anime, porque de nenhuma maneira faz sentido uma comédia romântica ter uma animação tão limpa, suave e fluída como essa. É claro que tudo isso é melhorado pelo bom controle de cortes da direção, a qual prefere cenas continuadas do que com cortes em excesso (sim, em uma comédia romântica o cara teve a percepção disso!!), contudo, existem muitas cenas fluídas e transições muito bem animadas entre a cara normal da personagem e a sua reação cômica. A parte sonora do anime casa muito bem com os momentos porém não sofre um abuso da direção na tentativa de criar atmosfera. As músicas são utilizadas apenas em momentos chaves ou em momentos propositalmente cômicos (o paralelismo entre a música e a cena é uma sacada cômica utilizada algumas vezes aqui e funciona em todas). Inclusive, a cena dos fogos de artifícios foi uma das melhores cenas, do ponto de vista da direção, de 2019. O fato de a direção ter tido a delicadeza de transformar a cena na percepção da Kaguya foi sensacional. Perceba como tudo que ela fala condiz com o que nós estamos experimentando na cena: todos prestando atenção aos fogos enquanto ela olha para o Shirogane; a ausência do barulho dos fogos; o barulho alto das batidas do coração dela. Tudo isso serve para nos transportar à situação da personagem, uma vez que todo aquele episódio havia se destinado a ela. O episódio poderia mostrar todos curtindo os fogos felizes, contudo, a direção percebeu uma deixa para poder juntar todos os pontos até então postulados na trama em uma cena. Uma das melhores cenas de 2019 e a melhor do anime.
Veredito
Kaguya-sama é um dos raros animes que conseguiram subverter os clichês do gênero de modo a fazê-los servir à trama e aos personagens. Apresenta um roteiro inteligente e cuidadoso no que tange à montagem dos personagens e à caracterização dos mesmos e uma direção que não deixa a desejar nem nos momentos de comédia nem nos momentos de romance. Por essas e outras eu considero Kaguya-sama: love is war como sendo o melhor anime de comédia romântica já feito e, definitivamente, o melhor anime de 2019. E olha só que desde 2006 com Gintama um anime de comédia não era considerado o melhor anime do ano.
Felizmente, Kaguya-sama existe não somente para me provar que comédias românticas podem ser boas, mas, também, para reinventar e mostrar como o humor bem feito pode ser superior às super produções de shounens com batalhas escatológicas.
Nota: 10 (yay, agora temos um trio no topo da lista! (¯▽¯).
Quem diria que o melhor de 2019 seria uma comédia romântica, não?
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2020.05.27 04:58 CasaGolden Hodor Cavalo – Episódio 63 – Tyrion VIII, A Guerra dos Tronos

Após os Clãs das Montanhas dizerem que só participariam da guerra se Tyrion os acompanhasse, Tywin Lannister se assegura disso ao mandar o filho mais novo lutar na vanguarda da Batalha do Ramo Verde, ao mesmo tempo em que obedecerá ao comando de Gregor Clegane, o Montanha.
Mas antes de ir à luta, Tyrion quebra o hiato de um ano sem dormir com uma mulher e Shae aparece pela primeira vez nos livros.
Na batalha, Tyrion quase morre e percebe que seu pai havia colocado ele em risco de propósito. Após a luta, os Lannisters e seus vassalos percebem que foram enganados pelo filho de Eddard Stark.
Comentários
Mikann comentou que a essa altura o primeiro livro está caminhando para o clímax final, porém neste capítulo aparecem personagens novos, ou seja, novas sementes plantadas pelo autor para serem exploradas nos próximos livros.
Foi comentado o fato de Tywin se aproveitar da batalha como uma oportunidade para eliminar o filho mais novo. Ao verem o Lorde suserano desprezando o próprio filho, os Lordes vassalos veem isso como um aval para também regurgitarem humilhações. Por mais orgulhoso que seja, Tywin deixa que os homens riem de seu filho, homens que também são vassalos do Tyrion. O mais curioso é que, teoricamente, Tyrion seria o herdeiro de Rochedo Casterly, mas pelo jeito ninguém comenta sobre isso e aparentemente Tywin preferiria dar RC a outro Lannister do que para Tyrion.
“Os Lannisters são a família mais importante. Os filhos do Tywin deveriam ter o comando das força e até isso é negado ao Tyrion”. (Mikannn)

Amei uma donzela...
“Ergueu a vela e a observou. Bronn fizera um trabalho bastante bom; a jovem tinha olhos de corça e era magra, com pequenos seios firmes e um sorriso que alternava entre tímido, insolente e malvado. Gostava daquilo.
– Devo tirar o vestido, senhor? – ela perguntou.
– A seu tempo. É donzela, Shae?
– Se isso lhe agradar, senhor – disse ela com um ar recatado.
– O que me agradaria seria obter de você a verdade, garota.
– Está bem, mas isso custará o dobro.
Tyrion decidiu que iam se dar otimamente bem.” (AGOT, TYRION VIII)
Flávia comentou que o “malvado” nos olhos de Shae já poderia indicar algum alerta. “Todo mundo tem isso, mas algumas pessoas deixam transparecer mais, o que é o caso da Shae”.
Mikannn disse que é justamente isso que atrai Tyrion.
“Ela tem uma coisa meio maligna, meio legal, porém você não sabe muito bem o que ela é”.
Mikannn disse que essa coisa do olhar da Shae lembra ela a descrição do olhar de Capitu; “olhos de cigana oblíqua e dissimulada”. “É uma coisa que você descreve na pessoa as características que ela vai ter na trama”.
“A narração deixa claro que ela sabe fazer o papel dela, mas isso não significa que ela goste dele, é importante deixar isso claro. Ela tá vendo o que precisa fazer, é tudo feito pra que ela aja da maneira que o Tyrion quer, o sentimento não necessariamente vai estar lá porque não tem que estar lá. Ela está interpretando um papel”.
Elas comentaram que a série alterou isso ao dar a entender que Shae parecia estar gostando de estar ali, quando na verdade ela era apenas uma sobrevivente em um lugar hostil.
Foi comentado também que Shae é como uma nova Tysha para Tyrion.
Perguntas
1º - De onde veio Shae? Bronn e ela estariam conspirando contra Tyrion a mando de Tywin?
2º - Quando todos vão pra Porto Real, Varys é quem passa a pagar Shae? Com que intuito?
3º - Roose Bolton poderia ter acabado com Tywin naquela batalha, mas evitou isso? Qual seria o motivo? Ele já estava, lá no fundo, agindo contra os Stark?
Comentários pessoais sobre a questão do olhar
Eu sempre achei interessante essa coisa do olhar em ASOIAF.
Jaime é sempre assombrado pelo olhar de Ned Stark.
“Só seus olhos tinham falado; olhos de senhor, frios, cinzentos e cheios de julgamento.”
O olhar de Catelyn Stark deixou uma grande cicatriz em Jon Snow.
“Com os seus profundos olhos azuis e a boca dura e fria, parecia-se um pouco com Stannis. Ferro, pensou, mas quebradiço. Ela o olhava daquela maneira como costumava olhá-lo em Winterfell, sempre que ele se sobrepunha a Robb nas espadas, nas somas, ou em qualquer outra coisa. Quem é você?, sempre lhe parecia que aquele olhar dizia. Este não é o seu lugar. Por que está aqui?”
Sansa sempre repara que Mindinho nunca sorri com os olhos.
E o que vocês acham de tudo isso?
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2019.09.10 04:41 mgramigna4L A Rainha dos Desamparados

Pedro acorda assustado. Ele olha ao redor e não reconhece nenhum elemento que o rodeia. Ele se vê no meio de uma floresta de árvores altas. Olhando para cima é possível ainda notar claridade. Ao horizonte o sol ainda está começando a se por. O chão, coberto de folhas secas, está úmido, como se tivesse chovido mais cedo. Pedro aparenta estar seco, apesar disso. Ele repara que esta deitado, escorado em uma pedra. Ela, e todas ao redor, têm muito lodo em partes de suas superfícies. Ao lado de onde ele se encontra está uma caveira humana.
Ele se reclina e depois agacha próximo a ela. Pedro a fica encarando, analisando cada milímetro daquela caveira, procurando por algum tipo de pista. Ele a olha no lugar onde os olhos deveriam estar, um terrível calafrio sobe a espinha do rapaz. Ele não se lembra de nada, mas uma única imagem, como um frame escondido entre os pensamentos, surge em um lapso de memória. Um eneagrama e uma série numérica, com um algarismo em cada uma de suas nove pontas. 717527202. “O que isso significa?” – Ele se pergunta.
– Me chame de Rainha dos Desamparados e me dê uma coroa de espinhos. – A Caveira falou.
– O que? – Pedro fica estupefato.
A Caveira falou? A Caveira falou. Isso não seria possível. Ele ignora e conclui que deve estar tão cansado que apenas está delirando. Mas por que ele estaria cansado? Ele acabou de acordar em um lugar completamente desconhecido. Ele não se lembra de nada. Pedro acaba de perceber que a única coisa que se lembra é o próprio nome e, novamente, uma única imagem, como um frame escondido entre os pensamentos, surge em um lapso de memória. Um eneagrama e uma série numérica, com um algarismo em cada uma de suas nove pontas. 717527202. Pedro olha para o chão perto de onde estava deitado e há marcas, riscos. Como algum tipo de círculo.
– É a única coisa que sei sobre a minha vida. Do que era antes disso. – Disse a Caveira. – Eu não lembro nem o meu próprio nome. – Aquela voz estranhamente suave e profunda disse com extrema melancolia.
– Pera aí, o que? – Pedro quase pulou de susto dessa vez.
– Você realmente perguntará apenas isso? – Ela respondeu com outra pergunta.
Pedro não sabia o que pensar. Ele havia acordado em um lugar completamente desconhecido e, agora, uma Caveira começou a falar com ele. Não é para as caveiras falarem. Elas são só restos mortais. E apenas uma parte. Tem algo de muito errado acontecendo. Completamente errado. Pedro percebe um cheiro de chuva vindo ao longe. Ele olha para o pouco de céu que consegue enxergar. As nuvens não escurecem, nenhum tipo de sinal. Estranhamente o lusco-fusco parece mais arroxeado que o comum. Ele olha ao horizonte novamente e ele está se pondo mais rápido.
– Certo. Pedro, não é? – A Caveira fala com um certo desdém. – Já que você vai ficar apenas contemplando o ambiente sem se sair do lugar, eu vou te dizer tudo o que precisa saber e você vai fingir que entendeu. Entendeu? – Aquele tom de desdém tinha escalonado em alguns níveis.
Começa a escurecer aceleradamente. Pedro continua olhando para os lados confuso.
– Não, não, não… Ele já está perto. Me pegue e corra para o mais longe possível. – A Caveira disse em um tom de urgência.
– O qu-
– Não pergunte “o que?” de novo, rapaz idiota. Vá. VÁ! – Ela o interrompeu, perdendo a paciência.
Pedro faz o que a Caveira mandou. Por algum motivo ele acha que ela soa como uma pessoa nobre. Ele começa a se questionar quem ela foi em vida. O cheiro de chuva fica cada vez mais forte e próximo, mas ainda sem nenhum sinal de água a cair dos céus. Ele corre o mais rápido que pode, sem olhar para trás. Mas, apesar disso, ele consegue ouvir passos extremamente velozes, quase em ritmo de galope, vindo na sua direção. Talvez um animal muito grande. Mas por que?
O jovem começa a ficar ofegante, a Caveira em seus braços fala algo sobre dimensões de bolso, vítimas, mas ele não consegue ouvir. Ele só quer fugir, mas novamente uma única imagem, como um frame escondido entre os pensamentos, surge em um lapso de memória. Um eneagrama e uma série numérica, com um algarismo em cada uma de suas nove pontas. 717527202. É quando a noite fica completa e uma flecha atravessa o crânio de Pedro. Ele cai no chão, perto de uma chave dourada. A Caveira rola por alguns metros.
– Não, não. De novo não. – A Caveira reclama.
– Eu realmente achei que você conseguiria dessa vez. – Disse o Caçador se aproximando.
– Haha. – Ela riu ironicamente. – Você apenas escolheu mais um inútil porque sabia que ele não seria capaz de nada. – Ela disse em tom de revolta.
O Caçador era uma figura imponente. Ele tinha mais de dois metros de altura, seu queixo era largo, sua pele era branca acinzentada, ele tinha cabelos e barba ruiva, sobrancelhas grossas, traços faciais agressivos e não aparentava ser humano. Várias marcas e algumas cicatrizes eram visíveis, seus olhos emitiam uma luminescência arroxeada, como o céu. Seus trajes aparentavam uma origem greco-romana. Ele não usava armadura, apenas uma toga e uma capa confeccionados rusticamente de pelos avermelhados. Ele tinha um machado guardado nas costas, uma aljava coberta de flechas na coxa direita e um arco em mãos. Montado em um lobo atroz, cujos pelos eram mais escuros que a noite sem luar. Ele se aproxima da Caveira e a pega no chão. Ele sorri.
– Para eu cumprir o meu lado da barganha, você também precisa cumprir o seu. – Disse o caçador.
– Se você me desse, pelo menos, alguma chance. – A Caveira quase implora.
– Na próxima você consegue. – O Caçador diz ainda sorrindo.
Um imenso clarão tomou conta de tudo.

Renato acorda assustado. Ele olha ao redor e não reconhece nenhum elemento que o rodeia. Ele se vê no meio de uma floresta de árvores altas. A primeira coisa que ele nota, depois disso, é a presença de uma Caveira logo ao seu lado. Ele não se lembra de nada, mas uma única imagem, como um frame escondido entre os pensamentos, surge em um lapso de memória. Um eneagrama e uma série numérica, com um algarismo em cada uma de suas nove pontas. 963732819.
Ele ainda não se levantou e permanece completamente imóvel, prendendo a respiração o máximo que consegue. Como se o mínimo suspiro fosse despertar algo. Ele não repara que o sol está se pondo.
– Me chame de Rainha dos Desamparados e me dê uma coroa de espinhos. – A Caveira falou.
– QUE PORRA É ESSA? – Renato se assusta. A Caveira falou? A Caveira falou.
O jovem se levanta bruscamente. Uma flecha atravessa seu crânio e ele cai morto. Já era noite e ele não havia nem notado. O Caçador se aproxima caminhando calmamente, pressiona seu pé direito no pescoço do jovem e retira a flecha do seu crânio.
– Ok, dessa vez eu só estava sendo jocoso. – Disse ele enquanto limpava o sangue na capa. – Da próxima vez você terá uma ótima chance.
Se a Caveira ainda tivesse um rosto estaria com uma expressão de desaprovação nesse momento. Ela sabe que o Caçador nunca te dará uma chance real. Sua vida nunca mais será sua, seu nome nunca mais será seu. A Caveira está condenada a ser apenas isso.
Um imenso clarão tomou conta de tudo.

Rosa acorda. Ela não se lembra de nada. Ela olha ao redor e não reconhece nenhum elemento que o rodeia. Ela se vê no meio de uma floresta de árvores altas. Ela analisa, minuciosamente, os arredores. A Caveira próxima à onde ela acordou chama sua atenção. Ela a pega nas mãos e observa cada mancha e rachadura. Ela olha no lugar onde os olhos deveriam estar e vê algo. Uma única imagem, como um frame escondido entre os pensamentos, surge em um lapso de memória. Um eneagrama e uma série numérica, com um algarismo em cada uma de suas nove pontas. 129293175. A garota não sabe o que aqueles números significam e, na verdade, ela não se importa. Ao olhar para o chão ela nota que o eneagrama já esteve desenhado ali.
– Me chame de Rainha dos Desamparados e me dê uma coroa de espinhos. – A Caveira falou ainda nas mãos dela.
– Pera aí, o que? – Ela questionou.
A Caveira já estava decepcionada, mais uma alma perdida que o Caçador só estava usando para o seu bel prazer e para atormenta-la por mais alguns séculos.
– Rainha dos Desamparados? O que isso significa? E por que uma coroa de espinhos? – Ela questionou genuinamente curiosa.
– Olha, garota-
– Rosa. Meu nome é Rosa. – Ela a interrompeu.
– Rosa. Tudo bem, Rosa. Eu sou a Caveira. Eu te contarei tudo com um imenso prazer, mas apenas se sairmos daqui o mais rápido possível. O sol já vai se por logo e-
– Por que tá com um cheiro de chuva no ar? – Ela a interrompeu novamente com uma pergunta bem pertinente.
– Eu lhe explico no caminho. – A Caveira respondeu em um tom assertivo.
– Ok. – Ela imediatamente concordou.
Ela começa a correr entre as árvores e em direção ao sol. Talvez a Caveira esteja começando a gostar dela e, talvez, dessa vez realmente haja uma chance.
Rosa encontra um possível esconderijo. Um desnível bem embaixo de uma árvore. Não necessariamente um buraco, mas grande o suficiente para cabe-la ali por um tempo.
– Ok, agora você me explica o que tá acontecendo. – Rosa diz ao se sentar. Ela ergue a Caveira em suas mãos à altura dos olhos.
– Bem… Você está sendo caçada. – Ele diz em um tom quase maternalista. – Eu só posso chama-lo de “O Caçador” e ele faz isso por puro entretenimento. Ele me mantém cativa aqui, como uma espécie de isca. Ele é sádico e isso, para ele, é entretenimento.
– Como assim você só “pode” chamar ele de caçador? Ele tem um nome? – Rosa pergunta demonstrando um interesse genuíno.
– Eu estou à mercê dele enquanto permaneço cativa aqui, então tenho que obedecer certas regras impostas por ele. – Ela responde em desalento.
– Quais são essas regras? Onde a gente tá? E por que você tá presa aqui?
– Nós não estamos em lugar nenhum. Aqui não é de onde você é, nem de onde eu sou. É um espaço entre os espaços. Criado pelo Caçador com algum tipo de item mágico ou encantamento, não sei ao certo. – A Caveira começa a explicar. – Como você pode ver, eu morri. Era, ou para eu ter ressuscitado, ou ido para o mundo dos mortos. O Caçador, de alguma forma e por algum motivo, interceptou minha alma e caveira e me aprisionou aqui. É tudo só mais uma parte do jogo dele.
– Eu sinto muito. – Ela diz honestamente.
– Obrigada.
– Então se aqui não é lugar nenhum, aquilo – Rosa diz apontando com uma das mãos – não é o sol.
– Sim e não. É uma forma artificial de iluminação. Um sol que se movimenta enquanto esse lugar onde estamos, se mantém parado. E nesse contexto o Caçador é a lua.
– Por isso a gente precisa sair antes do sol se pôr, o mais rápido possível.
– Exato. – Ela confirma.
– Mas como? – Ela faz outra pergunta certa.
– Bem… Existem chaves espalhadas pela floresta, ela são nossa única oportunidade de sairmos daqui. – A Caveira pausa por uns instantes. – Com vida. – Ele disse cada letra com peso na voz.
– Mas pra onde a gente vai se sair daqui?
– Isso depende. – Ela diz com um certo receio na voz.
– Depende do que, Caveira? – Rosa pergunta com um certo tom de insolência.
– Depende de qual chave você conseguir pegar. – Ela diz com um certo pesar na voz.
Rosa fica visivelmente abalada. Ela não se lembra onde é a sua casa, mas a chance de nunca mais voltar para lá é assustadora. Ela sente uma certa nostalgia de um lugar que não sabe qual é. Ela sente um frio na espinha e uma única imagem, como um frame escondido entre seus pensamentos, surge em um lapso de memória. Um eneagrama e uma série numérica, com um algarismo em cada uma de suas nove pontas. 129293175. Rosa começa a se importar com isso.
– Os números. O que eles significam? – Ela pergunta.
– Você realmente não vai querer saber. – A Caveira diz em um tom de pesar.
Rosa aceita a resposta.
– E aquela coisa do “Rainha dos Desamparados” e “coroa de espinhos”? – Ela questiona, rapidamente mudando de assunto.
– É a única coisa que eu sei sobre a minha vida. Sobre quem eu era antes disso. – A caveira responde em um tom melancólico. – Eu acho que deveríamos ir.– Ok.
Rosa se levanta e ainda com a Caveira em mãos ela começa a se mover agachada. A floresta é densa e não há trilhas. Todo o caminho feito é à esmo. Elas contam com a sorte para encontrar uma chave. A única coisa que Rosa quer é ir embora. Ela tenta não transparecer, mas está com medo. Como nunca esteve antes. Mas, de certa forma, o medo é bom, nesse caso. Ele a deixa alerta. Ela está sendo caçada, mas ela se sente uma caçadora.
Rosa respira fundo, e se dá conta que está apenas fugindo, que é apenas uma presa. Nada daquilo faz sentido, os números não importam, uma caveira fala. E o que diabos é um eneagrama? Ela se perde em meio a esses pensamentos enquanto foge e, bruscamente, para.
– O que foi? – A Caveira pergunta.
– A gente não vai conseguir, não é? – Rosa pergunta em um tom de desesperança.
– Não, claro que vamos. Não é a hora de perder as esperanças, menina. – Ela diz novamente em um tom maternalista. E um cheiro de chuva começa a dominar o ar.
– Quantas pessoas já conseguiram fugir daqui? – Ela pergunta franzindo a testa.
A Caveira não responde.
– Foi o que eu pensei. – Rosa diz soltando a Caveira no chão. – Se alguém tivesse conseguido você não estaria aqui, não é?
A garota começa a andar. Ela vai a um ponto e dá meia volta. Rosa não sabe se aceita o fim inevitável ou se luta, mesmo que tenha mais chances de perder. Estranhamente o lusco-fusco parece mais arroxeado que o comum. Ela olha ao horizonte novamente e o sol está se pondo mais rápido. O cheiro de chuva começa a ficar forte. O sol se põe completamente. Rosa está imóvel. Ela finge que não ouve o forte barulho do Caçador chegando. É como uma trovoada. A Caveira desistiu de inspirar confiança na garota. De repente começa a chover.
– Rosa. ROSA! – A Caveira exclama.
– O QUE FOI? – Ela pergunta revoltada.
– Nunca choveu antes.
– Nunca?
– Nunca.
Rosa se abaixa. Uma flecha passa raspando pela sua cabeça quando ela começa o movimento. A garota pega a Caveira em mãos e começa a correr em zigue-zague. Ela para escorada em uma árvore alguns metros à frente.
– Nunca? – Rosa pergunta clamando por confirmação.
– Nunca.
– Ok. – Com apenas duas letras ela demonstra ter recuperado a confiança.
Ela volta a correr prestando muita atenção em tudo, caso encontre uma chave. Ainda é noite, ainda chove. O chão começa a ficar escorregadio. Elas continuam fugindo e nada da noite passar. A chuva oculta o caçador, a noite quer dizer que ele está perto. Rosa se escorrega e deixa a Caveira cair. Ela rola por alguns metros. Rosa se levanta e olha para trás, ela o vê.
O Caçador montava em um lobo atroz. Rosa nunca havia viso pelos mais escuros de que aqueles do animal. O Caçador era uma figura imponente, ele tinha mais de dois metros de altura. Seu queixo era largo, sua pele era branca acinzentada, ele tinha cabelos e barba ruiva, sobrancelhas grossas, traços faciais agressivos e não aparentava ser humano. Várias marcas e algumas cicatrizes eram visíveis, seus olhos emitiam uma luminescência arroxeada, como o céu. Seus trajes aparentavam uma origem greco-romana. Ele não usava armadura, apenas uma calça e uma toga confeccionados rusticamente de pelos avermelhados. Um machado estava guardado em costas, uma aljava coberta de flechas na coxa direita. Ele pega uma delas e leva ao arco empunhado, mirando na direção de Rosa.
Ela pula no chão e, enquanto ainda se movimentava, uma flecha atravessa sua panturrilha com extrema força. Ela continua alojada em sua carne, é possível que tenha havido uma fratura óssea. Rosa grita de dor, mas resiste. A Caveira chama sua atenção e grita.
– A CHAVE!
Uma chave dourada estava em meio à folhagem e terra úmida, bem próxima a elas. Rosa rasteja para se aproximar. O Caçador se aproxima lentamente, larga o arco no chão e pega o machado. Ela consegue chegar até a chave, mas não até a Caveira.
– O que você está esperando? – A Caveira pergunta em meio ao barulho da chuva.
– Eu não vou sair daqui sem você. – Rosa responde.
A Caveira se sente lisonjeada, mas não consegue conceber tamanha idiotice. Afinal, se apenas uma pessoa conseguir fugir, o Caçador lhe concederá sua vida de volta.
– Garota, não seja idiota e só vá. – A Caveira a repreende. – Eu não preciso disso, eu só preciso que você fuja.
– E como eu faço isso? – Ela pergunta já com a chave em mãos.
– Ninguém nunca chegou tão longe. Agora é com você. – Se a Caveira ainda tivesse um rosto estaria sorrindo de orgulho agora.
Rosa diz um “ok” para si mesma. O Caçador se aproxima, mas a chave começa a brilhar em sua mão. Ela se deita virada para cima, o brilho aumenta exponencialmente. A garota a segura com as duas mãos e à leva ao peito. Rosa fecha os olhos. Ela consegue se lembrar. Ela vê a sua casa bem no meio de Chinatown, em San Francisco. Ela se lembra da agência que trabalhava como programadora. Ela consegue ver a fazendinha de sua abuela, Alba, próxima à cidade de Cabo Rojo, bem na costa sudoeste do território. Ela se lembra dos pais que ficaram em San Juan sem água, sem energia elétrica, quase sem comida após o furacão. Ela se lembra. A luz que chave emana parece densa, parece cegar. Por causa da chuva, Rosa não consegue ouvir o que a Caveira diz a ela.
O Caçador decepa a cabeça de Rosa antes que ela fuja, antes de tudo. Um corte limpo, a cabeça nem ao menos sai do lugar, ele mantém o machado ali. A Caveira tentou alerta-la, mas foi em vão. Tudo foi em vão. O Caçador tira uma chave que estava em uma corrente em seu pescoço e ela começa a brilhar. Ele anda de volta ao lobo e, desta vez, ignora completamente a presença da Caveira.
– Caçador… CAÇADOR! – A Caveira clama e ele se vira.
– Tudo tem seu tempo. – Ele responde.
– O meu nome… Por favor. Pelo menos me diga o meu nome. – Ela, sem forças, suplica.
Ele pega o machado, vira as costas e vai andando na direção do lobo. A cabeça de Rosa rola por alguns metros.
– ÓRION, POR FAVOR, ME DIGA O MEU NOME! – A Caveira o confronta, mas em tom de súplica e meio a falhas na voz e engasgos.
– Você não pode ser o que não pode ser. – Ele fala sem querer dizer muito. – Pelo menos, dessa vez, você terá companhia… – ele sorri – Myriam.
Um imenso clarão tomou conta de tudo.
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2018.12.06 17:08 IvoryAx Conheçam nossa equipe!

Conheçam nossa equipe!
Hey, amigos!
Estivemos ocupados com a atualizaçlão de amanhã, mas decididos escrever esse post para dar uma chance a você de nos conhecer um pouquinho melhor. Nós amamos nossa comunidade (Vamos fazer a #scummunity acontecer eventualmente, espere pra ver) e nós queremos que vocês saibam que nós somos pessoas reais, com rostos, opiniões e não apenas "uma empresa", então esperamos que vocês gostem dessa visão do que é o dia-dia na Gamepires.
Desde que SCUM foi lançado em Early Access, nosso trabalho tem aumentado exponencialmente, então naturalmente tivemos de contratar mais pessoas, mas para fazer isso, nós precisamos primeiro de um escritório maior. Nosso escritório atual é um pequeno apartamento reformado, e apesar de divertido e confortável, por ser pequeno nós não podemos apenas contratar mais pessoas precisamos de uma nova casa! E nós temos - nós encontramos um lugar que atende a todas nossas necessidades. As renovações tem levado mais tempo que o esperado, mas se tudo der certo podemos nos mudar em Janeiro!
Deixe-me apresentar primeiro - Eu sou Tena e sou a gerente de marketing na Gamepires. Isso significa que sou diretamente responsável por todas nossas atividades de marketing, tanto em relação a empresa ou jogo. Trabalho junto com o Josip, nosso gerente de comunidade, o qual é responsável por todas nossas atividades nas redes sociais. Em teoria. Em na prática, é algo como: Josip cria um meme, me envia e pede se é apropriado tweetar. Nove a cada dez vezes não é. Ele tweeta de qualquer forma enquanto ri em sua mesa. O meme é engraçado, então eu deixo passar.

Aqui é um foto do Josip e eu em um jantar na empresa. Eu tweetei essa foto e as pessoas gritaram com a gente que não devíamos estar comendo enquanto o jogo não está pronto. Então ficamos bêbados só pra provocá-los.
Ivona é um dos novos contratados. Ela é uma talentosa artista 2D capaz de criar lindas artes, desde visuais para nossos estandes em exposições, tatuagens para o jogo, artes conceituais, ou memes para o Josip. Nós três juntos somos o The Meme Team(Time do Meme). Ninguém nos chama assim, mas eles irão. Talvez.
Aqui é um foto da Ivona e do Josip se agachando ao estilo russo(pose de quebrada) em frente ao escritório e apenas sendo os fofos que eles são. O motivo do Josip estar em duas fotos nesse post é porque ele veio até minha mesa e disse que queria no mínimo duas fotos. Eu senti pena dele, o cara só quer um pouco de atenção da internet, então eu aceitei.
Ivona responde diretamente ao Pong, nosso diretor criativo. Pong monitora qualquer e toda coisa relacionada a arte ele é a mente por trás de toda direção de arte de SCUM. Ele também tem um senso de humor bem específico, que fica bem óbvio para qualquer pessoa que joga SCUM - pênis, defecar, urinar etc. - isso foi ele, tudo ele. Pong também é a face padrão dos personagens, então não, aquilo não é o Putin, ele apenas se parece com o Putin, mas ele costuma usar uma barba, então não é tão perceptível.

Aqui é o Pong vestido como o Luigi. Eu roubei essa foto no facebook pessoal dele e estou ciente que não é realmente o Luigi. Mas é uma ótima foto, então por que não.
Recentemente foi feito um comentário na nossa comunidade da Steam dizendo que todos nossos personagens eram "russos demais". Bem amiguinho, é porque a maioria deles são escaneamentos de nossas cabeças e nós somos russos da vida real. Desculpa! Nossa segunda face padrão pertence a Švarc. Švarc é um artista 3D e o mais sério de todos nós. Aparentemente, ele também é um ótimo dançarino de salsa e foi assim que ele conheceu sua esposa (ele se casou recentemente, vão dar os parabéns a eles) mas ninguém pode ter certeza disso porque ninguém sequer consegue imaginar ele dançando. Ou sorrindo. Não dá. Ele pode ser um robô até onde sabemos.
\"Hey Švarc, vou tirar uma foto para o post, mas você não pode sorrir porque eu disse pra todo mundo que você nunca sorri.\" \"Oh, okay, claro.\"
Pong e Švarc dividem uma sala com o Iggy. Iggy é oficialmente um animador. Não oficialmente ele também ajuda em cinemáticas e edições de vídeo, e ele também ajuda a administrar a comunidade respondendo a comentários de trolls em nossa página da Steam. Ele também gosta de trollar online, então funciona.

Iggy com seu copo de Natal que ele usa durante todo ano.
Darian também ajuda a administrar a comunidade apesar de ele ser primeiramente um artista 3D. Ele diz que faz isso porque ninguém fala inglês tão bem quanto ele, então ele tem nos feito um favor. Todos nós falamos inglês e ele nem é tão bom assim, mas nós decidimos deixar ele acreditar nisso porque precisamos de toda a ajuda que pudermos ter. Seus hobbies incluem ser o metaleiro do escritório e o sacrificio de cabras bebês ao Satanás à meia-noite.

Darian sacrificando uma jovem virgem a Bafomé durante uma lua cheia recente. Ela não sabe de seu destino, triste.
Darian senta ao lado do Danijel, um ex-entregador que virou artista 3D e que tem como especialidade genitálias. É sério, todas as genitais em SCUM foram feitas por ele, e nós temos uma extensa coleção de fotos para provar isso.

Danijel investigando o sistema reprodutivo feminino para ser um melhor marido pra sua esposa.
Sabe aquele cara que parece um supervilão dos filmes do Jason Statham? Cheio, calvo e assustador? Todo mundo conhece esse cara. Bem, na Gamepires esse cara é o Štimac um ex-arquiteto que se tornou artista 3D. Isso é válido até você falar com ele e então ele te mostrar com entusiasmo uma foto da sua gata, Točkica(Dottie).

Štimac em sua mesa sendo assustador.
Mirko, também um artista 3D, senta perto dele. Ele gosta de se fazer de durão, mas nunca dá certo com ele porque ele nunca consegue dar uma de durão sem rir para salvar sua pele. Ele também tem um gato com nome de garota, Ljubica (Violet), a qual ele adora falar sobre. Monitorando nosso time de 3D temos o Damir. Você pode saber que ele está por perto só de sentir a aura de pai emanando do canto escuro aonde ele senta e de vez em quando diz "HEY!" quando alguém diz um palavrão. As vezes nós falamos bobagens de propósito só pra ele vir falar com a gente porque muitos de nós temos problemas paternais.

Mirko e Damir \"não gostam de ser fotografados\", mas ele vão fazer pose sempre que tiver uma cãmera por perto, mas eles precisam que você saiba que \"não gostam de ser fotografados\".
Nosso cara do som é o Ratko. Ele é o cara que você procura para qualquer coisa relacionada a sons ou música. Sabe o som que seu personagem faz quando caga? Aquilo foi Ratko gravando a si mesmo quando cagava. Nós não brincamos em serviço quando se trata de realismo. De nada!

Ratko e sua Bola Gigante™
Dobrila é nossa nova programadora e uma das três mulheres na Gamepires. E primeira coisa que ela disse para a Ivona e pra mim é que ela não tem costume de ficar com garotas porque na universidade dela a maioria era de garotos. Nós vamos começar a peidar e arrotar alto para fazê-la se sentir melhor, mas Andrej estava passando por perto então não fizemos isso porque não queríamos ter de nos explicar. É que o Andrej também fala MUITO. Oficialmente ele é nosso diretor técnico. não oficialmente é um Xamã. Ele também possui faixa preta e 3º Dan em Taekwondo, então tenha isso em mente da próxima vez que você postar "Esse jogo já era" depois de jogar por 20 minutos.

Mirko e Andrej com seus brinquedos em uma exposição. Mirko ainda não gosta de ser fotografado.
Jesus é o nosso louco. Ontem eu perguntei pra ele porque as pessoas o chama assim e ele disse que é porque faz milagres. Eu acho que ele esperou por anos pra alguém perguntar isso a ele pra que ele pudesse fazer essa piadinha. Ele é obviamente um programador e ninguém sabe seu nome real.

Jesus e seu papai, Deus.
Patrik é um programador e nosso Milenar de Escritório™. Tem outros de nós, mas Patrik é mais um Milenar de Escritório™ à risca. Ele acha que todas nossas piadas são vergonhosas e faz caretas pra gente quando perguntamos o que tem de novo no Snapchat. Ele também faz jogos bonitinhos de plataformas em feiras de jogos indies só pra mostrar o quão Milenar de Escritório™ ele é.

Olha esse milenar sentado fazendo coisas de milenar.
Dini é nosso principal programador o que é ótimo porque significa que ele não tem que falar muito. Seria estranho porque ninguém consegue entender o sotaque dele. Nós todos apenas sorrimos e fazemos sinal com a cabeça varias vezes e então ele faz a mesma coisa. Ele gosta muito de saladas por alguma razão. Nós vemos ele comer saladas todos os dias, mas talvez não consigamos entender isso porque não entendemos ele.

Dini fingindo comer pizza em um sofá. Mas é só pra foto, ele só come saladas.
John é uma pessoa muito misteriosa e ninguém sabe muito sobre ele. Sabemos que ele é um programador senior e que veste muitos suéters. A lenda diz que ele falou uma vez, mas não gostou muito, e então decidiu nunca falar novamente.
Uma foto do John vestindo um suéter e não falando.
Hrco está sempre sorrindo. Não é brincadeira, aquele cara está sempre feliz e nem está usando drogas. Ele trabalha como um animador, mas também ajuda a pedir comida para a equipe, tarefa que ele faz da maneira mais inconveniente e complicada possível. Ele senta ao lado do Bruno, um programador e nosso candidato ao "30 under 30". Ele deve ter algum parentesco com o John porque nunca fala, apesar de que uma vez ele sorriu pra tela do computador.

\"O que nós temos que fazer?\" \"Apenas finjam estar trabalhando.\" \"Nós ESTÁVAMOS trabalhando até você vir aqui.\"
E isso é tudo de nós. Esperamos que tenham gostado de nos conhecer um pouquinho melhor. Obrigado por todo carinho constante de vocês e suporte em tornar possível pra nós fazer o que amamos com todas essas pessoas incríveis todos os dias. Amamos vocês!
Mais uma coisa, esperamos que estejam prontos para a atualização de amanhã e que todos seus itens estejam guardados de maneira segura ou escondidos.
Tchau!
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